Informes e Debates sobre Ruídos Urbanos e seus agravos à Saúde Pública. uma produção do Grupo PET-Farmácia/Saúde Pública da UFRJ e do LabConsS
Apresentação
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
GPS Carioca
Não afivele o cinto. É incômodo, aperta o peito. Jogue-o por cima. Evita amassar a camisa e já basta para atender às exigências dos guardas. A propósito, tenha sempre R$ 50 caso algum se mostre mais preso às letras da lei — e fique à vontade para se entender com ele. Eu não ouço, só falo. A 212 metros vire à esquerda.
Antes diga comigo: “Seja o que deus quiser”, “Último lá é mulher do padre” e “Segura, peão”. Acaricie com fé o escapulário preso no espelho retrovisor, peça a proteção a São Cristóvão, e o resto eu agarantio. Nossa empresa tem tradição de 30 anos na Suíça, mas leva em consideração os hábitos de cada um no trânsito de seu país. Para cada povo, um GPS novo. Sem essa de manter distância do carro da frente se estamos no Brasil, entre os melhores pilotos de Fórmula 1 do mundo.
Acelere. A 424 metros o engarrafamento das 17h. Avance pelo acostamento. Os pardais daqui estão fora do ar desde a semana passada por falta de verba para o conserto. O GPS veio para acabar com os seus problemas e evitar que, ao tentar chegar na Rio-São Paulo, você dobre à esquerda quando deveria ir em frente e acabe sendo julgado pelo tribunal do tráfico da favela de Lucas. Na próxima esquina, parada para comprar amendoim com o ambulante de terno e gravata. Abra o vidro apenas o suficiente para passar o dinheiro, mas seja educado e aplique as regras da convivência carioca com um “valeu, brô”. Saia cantando o pneu que o gente fina gosta e vai responder com um grito de “oooiiiiii”. A 113 metros, entrada do Túnel Rebouças. Pé em Deus, fé na tábua. Guarda no esquema. As placas de limite de velocidade passam de 40km para 90km em poucos metros, não há santa alma que consiga medir o ponto certo. Esses caras são uns incompetentes. Use ao seu jeito. Qualquer problema, nossa empresa tem despachantes que quebram o galho no Detran. A 59 metros, Kombi lerda. Corte para a direita e depois para a esquerda que, mais adiante, a saída para a Jardim Botânico está sempre engarrafada.
Cuidado. Radar funcionando. Manere.
Dê meia dúzia de buzinadas, no ritmo daquele riff de circo que anunciava o Carequinha, para saudar, no Fiat vermelho passando ao lado, aquele amigão que você não vê desde o colégio.
Abaixe o vidro. Grite “fala maluco!”. Dê mais duas buzinadas como se dissesse “byebye”, e vá em frente. A velocidade é a da sua paciência no momento. Consulte-se. A 226 metros, Praia de Botafogo. Ignore as pessoas que atravessam. Mete bronca sobre esses pedestres para eles aprenderem a usar a passagem subterrânea. É tudo gente que não freqüenta escola, acha que pode tudo e desrespeita os motoristas que pagam impostos. Onde já se viu?! Na Avenida Brasil, faça o mesmo quando perceber um desses pedestres abusados atravessando embaixo da passarela. O governo gasta os tubos e eles não aproveitam.
Faça sua parte. Eduque-os. Acelere em cima para ver se eles aprendem. É seu direito. Estacione a 107 metros. Se estiver muito calor, uma lei estadual permite o livre estacionar em qualquer lugar, baseada na constatação científica da desorientação dos sentidos sob o sol dos trópicos. Empurre um pouco para frente e depois um pouco para trás os carros que escondem uma vaga ótima no estacionamento.
Não se importe em dar uma amassadinha neles.
O flanelinha atochou carro onde não havia espaço nem para uma sardinha e foi embora.
Problema dele. A 39 metros, subida do Dona Marta. Se ouvir um pipocar estranho, se jogue embaixo da poltrona. É tiro, AR-15, e nem a blindagem do carro segura. Bote a seta para a esquerda e caia para a direita, desorientando os bandidos. A 134 metros, um carro está trafegando com a porta mal fechada.
Acelere, buzine, pisque o farol, faça o impossível para avisá-lo do perigo e mostrar a sua generosidade com o próximo. É uma das manifestações mais radicais do gente boa carioca no trânsito. Em seguida, dê uma cortada pro cara deixar de ser vacilão. Ligue o iPod bem alto num pagode para não ouvir esses guardas apitando inutilidades. O GPS ajuda, mas trânsito é feeling. Você está na margem esquerda da Avenida Nossa Senhora de Copacabana e precisa pegar a primeira transversal à direita para seguir até a Atlântica rumo ao Centro. Aproveite o sinal fechado e cruze a pista sobre a faixa dos pedestres, como se fosse um deles. Devagarzinho para ficar dentro da lei. Não se impressione com as pessoas que te olham feio, devem ser turistas, e não conhecem os hábitos locais. Quando voltarem para seus países, vão contar do dia em que viram um carro atravessando a faixa dos pedestres e suspirarão saudosos com um sorrisinho de “esses cariocas têm um jeito todo próprio de existir”. Vibre o sucesso da operação.
Buzine duas vezes como dissesse “valeu, pessoal”. Desça a Siqueira Campos, entre a primeira à direita, na Domingos Ferreira. Você errou o caminho. Mantenha a calma. Suba a calçada e retorne. Trânsito é acordo de cavalheiros e eles sabem que isso é do jogo. Buzine como se dissesse “Foi mal”. A língua da buzina é internacional, todos entendem. Este Hino do Flamengo tocando é o celular. Atenda sem problema. Próximo guarda de trânsito só no Méier. Corte o ônibus escolar a 43 metros pela direita, ultrapasse sem vacilar o próximo sinal que é dos malabaristas-assaltantes noticiados ontem no jornal e que continuam agindo.
Você está respaldado pelo parágrafo aprovado ontem, em caráter de urgência urgentíssima, e que legisla sobre a prioridade de sobrevivência do motorista carioca. “Primeiro o meu”, diz a nova lei. Acelere o que a sua experiência julgar necessária para enfrentar a situação. Não pare. Se você for respeitar todos os sinais, aí mesmo é que ninguém anda nessa terra. A um quarteirão de casa, comece a buzinar para a patroa saber que você chegou e tratar de esquentar o bife. O GPS-amigo agradece se o doutor deixar o da cervejinha.
Fonte: Segundo Caderno de O Globo
Ituporanga - Santa Catarina: Poluição sonora nas eleições
candidatos sem parar, e a todo volume, alto-falantes zunindo palavras
de ordem... Aquele barulho rotineiro, e que incomoda muita gente
durante as campanhas eleitorais, principalmente nas cidades de menor
porte, não fará parte da vida dos moradores em Ituporanga na eleição
de 2008.
A medida faz parte de acordo para não-utilização de sistema de som de
rua, firmado entre as coligações que disputam a prefeitura do
município, e homologado no cartório da 39ª Zona, e assinado no dia 9
de julho. As coligações "Amor por Ituporanga" (PMDB e
DEM), "Trabalhando para Todos" (PSDB, PPS e PR) e "Um Tempo Novo com
a Força do Povo" (PP, PT, PV, PTB e PRB) acordaram que todos os seus
candidatos, sejam da chapa majoritária ou a vereador, não usarão o
sistema de som de rua.
As partes fixaram também uma cláusula de multa, no valor de 10 mil
reais, a quem descumprir o acordo, a ser recolhida pela Justiça
Eleitoral. O município de Ituporanga possui 19.492 habitantes que, no
pleito municipal deste ano, não precisarão passar pelo estresse
sonoro, tão usual nas eleições.
http://www.adjorisc.com.br/jornais/obarrigaverde/noticias/index.phtml?id_conteudo=149618&id_secao=1
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Pacto pelo Silêncio
propaganda em carros de som está proibida e a distribuição
de `santinhos' foi limitada
Trecho da BR-376 em Sarandi: entrega de 'santinhos' em sinaleiros e
no trânsito está proibida
Os moradores de Sarandi viverão neste ano a campanha eleitoral mais
limpa da história do município. Limpa em pelo menos dois sentidos: os
candidatos não poluirão a cidade com as propagandas e a Justiça
Eleitoral vai agir com dureza contra todos os tipos de abuso ou
tentativas de enganar o eleitor.
Os quatro candidatos que disputam o direito de governar o município
nos próximos quatro anos, assim como as coligações - o que compromete
também os candidatos a vereador - firmaram um pacto que pretende
coibir a poluição visual e sonora, propondo que não seja feita
propaganda sonora móvel em qualquer ponto do município.
Também a panfletagem com os chamados "santinhos" não poderá acontecer
no trânsito ou nos semáforos, assim como não será colocada propaganda
fixa ou móvel no ponto mais movimentado da cidade - o cruzamento das
avenidas Colombo (BR-376) e Londrina, que une os setores norte e sul
da cidade.
O acordo foi firmado na presença do juiz eleitoral da 206ª Zona
Eleitoral, Loril Leocádio Bueno Júnior, do representante do
Ministério Público, promotor Alexandre Misael de Souza, e do prefeito
Cido Spada (PT).
Os próprios candidatos apresentaram sugestões para melhorar o acordo
e ficou definido que quem desobedecer sofrerá punições impostas pela
Justiça, inclusive multa.
Como todos os candidatos a prefeito já têm experiência em eleição e
conhecem boa parte do eleitorado, a campanha sem exagero de panfletos
e carros de som vai permitir um contato maior entre o candidato e o
povo, argumentou o juiz eleitoral.
Para o candidato Mílton Martini (PP), "será uma forma de se fazer uma
campanha diferente, que será bom para todos os candidatos, para o
povo e para a cidade", disse.
"Sem poluição visual e sonora, os candidatos poderão mostrar que são
criativos", avalia.
O advogado Claudinei Codonho, que é candidato pelo PV, foi um dos
idealizadores da campanha limpa e diz que essa será uma oportunidade
de os candidatos demonstrarem amor à cidade e respeito ao público.
Opinião semelhante tem Walter Volpato, do PSDB, que acredita que, ao
não poluir, o candidato dará uma demonstração de que pretende ser
responsável com a cidade.
Claudionei Quirino (PT) analisa que a decisão é importante e avalia
que o partido está acostumado a trabalhar em contato direto com o
eleitor.
Alto Falantes
deu uma boa sugestão:
"Começou novamente o circo pelas ruas da nossa cidade. Politicos
utilizam carros de som para fazer campanha e nós eleitores é que temos
que conviver com essa poluição sonora. Convido os moradores de
Guarulhos para fazer um abaixo-assinado para que esse tipo de
propaganda seja proibido. O volume do som é suficiente para perturbar
nossas mentes e nos irritar em qualquer lugar que estejamos. Inclusive
esse tipo de barulho atrapalha tanto a concentração dos motoristas no
trânsito quanto falar ao celular.
E celular é proibido, porque essa poluição sonora não é?"
N.R: A legislação eleitoral permite os alto-falantes. A melhor forma
de protestar é não votar em candidatos que usam esse tipo de
propaganda. Abaixo-assinado não resolve.
domingo, 13 de julho de 2008
Novo sistema que reduz ruídos automotivos!
USP em parceria com a Universidade Católica de Leuven (KUL) da
Bélgica resultou em um sistema que reduz em até 30% os ruídos
automotivos.
Pensando em propor ferramentas de projeto e desenvolvimento de
sistemas de controle de ruído para automóveis, Leopoldo Pisanelli
Rodrigues de Oliveira, pesquisador do Laboratório de Dinâmica
(LabDin) da EESC, realizou experimentos com dispositivos de controle
em um modelo de veículo não funcional. O modelo foi excitado com som
de um motor em diversas condições de operação, e as avaliações
indicaram que os dispositivos usados diminuíram em quase um terço os
sons percebidos pelos ocupantes.
Efeitos colaterais
O sistema de controle utilizado pode ser adaptado pela indústria,
ainda que requeira um esforço de diversas áreas para torná-lo uma
aplicação comercial, principalmente no que se refere ao tamanho dos
atuadores e amplificadores e ao seu consumo de energia. "Contudo, se
os resultados até agora promissores se confirmarem em aplicações mais
complexas, e com a constante demanda por redução de ruído, talvez
este se torne no futuro um item comum em veículos", prevê o
engenheiro.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) identifica um considerável
número de efeitos colaterais à saúde causados pela exposição ao
ruído, que podem ser de ordem psíquica (tensão psico-fisiológica,
irritabilidade, distúrbio do sono, perda da produtividade ou
dificuldade no aprendizado em crianças) ou física (insônia,
hipertensão arterial e deficiência auditiva).
O experimento
O ruído é transmitido do compartimento do motor para dentro do
veículo não-funcional (mock-up) por meio do painel metálico na
carroceria do automóvel (parede-corta-fogo). Então, um sistema de
controle ativo é instalado na parede-corta-fogo para reduzir a
transmissão de ruído para o interior.
A principal diferença entre controle ativo e passivo é que no
controle ativo se subentende o uso de atuadores capazes de introduzir
energia no sistema, como é o caso dos alto-falantes. Enquanto isso,
no controle passivo se utilizam elementos como espumas, por exemplo.
"A necessidade do uso de controle ativo surge pela impossibilidade de
se tratar a redução de ruído em baixas freqüências com absorvedores
passivos e da flexibilidade conferida pelo uso de estratégias de
controle ativo", explica o cientista. "Mas há que se ressaltar que,
quando se fala em qualidade sonora, nem sempre a redução do ruído é o
objetivo final; às vezes é preciso combinar redução de ruído em
algumas situações com o aumento em outras", acrescenta.
Testes
Os testes descritos foram feitos na Bélgica, nos laboratórios de uma
empresa que desenvolve software e equipamentos de simulação e medidas
de ruído e vibração. Os resultados da pesquisa foram expostos na tese
de doutorado do engenheiro, defendida em 2007 na EESC, Controle ativo
de ruído em veículos e seu impacto na qualidade sonora.
"Realizei a pesquisa num programa bilateral com a KUL. Lá encontrei
não somente receptividade, mas a necessidade de alguém que pudesse
trabalhar nesta linha de pesquisa, no contexto de um projeto europeu
do qual a universidade e fabricantes como Renault, Volkswagen e
Airbus fazem parte", conta Pisanelli.
Gastos em saúde
Ocupantes do veículo são expostos a longos períodos de ruído e
vibração, ocasionando os problemas de saúde relatados. Além disso, em
pesquisas de opinião com a população em geral, a poluição sonora é
apontada como problema com a mesma freqüência que o aquecimento
global.
A comunidade européia, por exemplo, vem aumentando o foco de suas
legislações na redução de ruído, como relata o pesquisador: "Um
relatório indica que 80 milhões de pessoas naqueles países vivem em
regiões onde o nível de ruído é considerado inaceitável e 170 milhões
onde o ruído pode causar sério desconforto. E as estimativas apontam
para um gasto anual com problemas de saúde relacionados ao ruído
nestes locais na margem dos € 12 bilhões/ano."
Fonte:
http://www.webmotors.com.br/
Da série "Vamos Mudar o Mundo"..
http://www.youtube.com/watch?v=7LcnaDRUFhk
"A buzina empurra o medidor (decibelímetro) para cima!"
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Mulher é presa acusada de poluição sonora em Rondônia
MP cobra fiscalização contra poluição sonora em Alagoas
O Ministério Público de Alagoas realizou, hoje à tarde, uma reunião com o novo superintendente da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), coronel PM Jorge Coutinho, para discutir o aumento da fiscalização contra a poluição sonora no trânsito de Maceió. A reunião, convocada pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, foi motivada pelas constantes reclamações de moradores de vários pontos da cidade, incomodados com a poluição sonora produzida por veículos que utilizam equipamento de som de alta potência. "Apesar do coronel ter assumido a chefia da SMTT esta semana, nós o convocamos para essa reunião, com o objetivo de dar seqüência ao trabalho que vinha sendo desenvolvido pelo superintendente anterior, Ivã Vilela, no combate à poluição sonora em Maceió", justificou a promotora Dalva Tenório. "Por isso, atendendo à solicitação do próprio coronel, que pediu um tempo para tomar conhecimento da situação, foi concedido um prazo de 30 dias, para que a SMTT apresente um plano de fiscalização, que pode ser executada com a ajuda do Batalhão do Trânsito (BPTran) e com os fiscais da Secretária Municipal de Meio Ambiente", destacou a promotora. O coronel Coutinho disse que tem a maior boa vontade de entrar nessa luta, mas precisaria desse tempo para poder implementar políticas públicas fiscalizadoras no sentido de coibir a poluição sonora provocada por veículos automotores.
http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vEditoria=Macei%F3&vCod=47829
Defensoria Pública quer combater poluição sonora em Alagoas
domingo, 1 de junho de 2008
Influência da qualidade do sono (ruídos durante a noite) e depressão.
Fonte: http://www.mantecorp.com.br/Principal/Consumidores/Comunidades/Servicos/Artigo.aspx?idComunidade=811941&idArtigo=811947&c=97&PosicaoScroll=0
Sergipe: N.S.Socorro implanta combate à poluição sonora
Nosssa Senhora do Socorro implanta programa de combate à poluição sonora.
Em função de ajustamento de conduta efetivado com o Ministério Público Estadual, o município de Nossa Senhora do Socorro implantará programa de combate à poluição sonora inédito no Estado de Sergipe.
De acordo com o ajustamento de conduta o município deverá efetivar no prazo de 30 dias a criação de um disk-denúncia e implementar uma ampla campanha de educação ambiental sobre a questão, formando equipe de agentes ambientais credenciados para efetivar tal fiscalização, dotada de veículo próprio e de pelo menos dois decibelímetros.Segundo o promotor de Justiça responsável pelo caso, titular da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente e Urbanismo de Socorro, Dr. Sandro Luiz da Costa, "a poluição sonora segundo a Organização Mundial de Saúde afeta o bem estar do ser humano podendo causar diversos problemas psicológicos e físicos e é obrigação constitucional do município fiscalizar, através de seu poder de polícia administrativa, a ocorrência de mal que assola as cidades, tomando medidas concretas para coibir a geração de ruídos incômodos à população".
De acordo ainda com o promotor de Justiça, "A iniciativa e a sensibilidade do município de resolver a questão de forma consensual é elogiável, pois atende aos reclamos da população e o ineditismo do programa que será implantado no município se deve ao fato de que, além de constituir uma equipe dotada de recursos materiais para o trabalho, diferentemente do que acontece em Aracaju com a Emsurb, esta equipe terá poder de polícia administrativa para multar e interditar estabelecimentos, tornando-se efetivo o controle da poluição e evitando-se que questões simples tenham que virar caso de polícia em função da omissão do poder público municipal".
Fortaleza: Selo vai estimular controle sonoro
Capital.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Convite ao Silêncio

segunda-feira, 5 de maio de 2008
Caminhadas do Barulho
Sinceramente, dá para entender uma "Caminhada pela Paz" eivada de barulho, de poluição sonora, maculada por crime ambiental previsto em lei? Principalmente quando seus patrocinadores tenham sido advertidos, com apelos das autoridades competentes para que respeitassem a Lei do Silêncio?Dá para entender uma "Caminhada para Jesus", igualmente manchada com o mesmo tipo de crime, sem respeito ao próximo, praticada justamente por quem se diz seguidor dos princípios cristãos? Quando foi que Jesus promoveu barulho perante a sua multidão? Nunca! Muito menos ao orar, quando se retirava buscando a paz de um local propício à introspecção.Dá para entender uma "Procissão da Penha" que passa a altas horas da noite produzindo um imenso barulho, defronte de residências onde pessoas estão dormindo, precisando de sossego para poder enfrentar mais um dia de trabalho? Dá para entender cultos que promovem barulho em igrejas que chegam ao cúmulo de ser campeãs de denúncia de poluição sonora, segundo dados da própria Secretaria Municipal do Meio Ambiente?Não, leitores, não dá. Assim como não dá para entender por que a prefeitura ainda não se conscientizou de que o modelo concebido para controlar e punir esses crimes não está dando certo. Pensei até que o convênio firmado entre a Semam, Cptran, STTrans e a Polícia para atuarem juntos seria uma brilhante saída, já que sempre foi notória a falta de estrutura física do município. Mas, qual não foi a minha surpresa ao ver, no último domingo, trios elétricos esgoelando uma absurda barulheira lado a lado com "amarelinhos" e policiais que certamente nem estavam sabendo do tal convênio…Conheço de perto o esforço e a dedicação profissional e pessoal dos
titulares da Semam, a exemplo de Antônio Augusto de Almeida, um homem probo, estudioso e bem intencionado, de Ana Lúcia Espínola, uma diretora cheia de sensibilidade e postura ética diante dos crônicos problemas de poluição que a capital enfrenta. Entretanto, a minha admiração por seu trabalho se esbarra na piedade que sinto ao ver que são muito poucos os resultados de seus esforços, ainda que existam.São poucos porque o modelo está errado. Não dará resultado um plantão que só age quando é provocado. Não dará resultado se não houver rondas de rotina, fiscalização ambulante, campanhas educativas maciças e investimentos similares nas escolas. Por que hoje se respeita o pedestre muito mais que antes? Porque a campanha foi muito maior do que o modesto e incipiente movimento que a prefeitura esboçou em prol do silêncio.Não, meu querido prefeito Ricardo. Se queres que "A Capital das Acácias" deixe de ser "A Capital do Barulho"; se queres que os turistas levem daqui a melhor impressão, se queres que tua ora brilhante atuação, que a nós tem dado nível mais alto de bem-estar e qualidade de vida, não esqueças que a poluição sonora destrói qualquer imagem de civilidade e respeito ao próximo.Coisa que os que se dizem ser cristãos ainda estão longe de aprender.
Germano Romero.
Publicado no jornal "Correio da Paraíba", em 15 de novembro de 2007.http://ambiental.wordpress.com/2007/11/15/caminhadas-do-barulho/
quarta-feira, 12 de março de 2008
Análise Jurídica da Poluíção Sonora
Por Talden Farias
Advogado militante na Paraíba e em Pernambuco, mestre em Direito Econômico pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), especialista em Gestão e Controle Ambiental pela Universidade Estadual de Pernambuco (UPE), professor da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas da Paraíba (FACISA) e da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
Sumário: 1. Introdução. 2. Conceito de poluição sonora. 3. Distinção entre som e ruído. 4. Características da poluição sonora. 5. Efeitos da poluição sonora. 6. Capacidade de suporte à poluição sonora. 7. Competência administrativa e poluição sonora. 8. Competência legislativa e poluição sonora. 9. Legislação e poluição sonora. 10. Responsabilidade jurídica e poluição sonora. 11. Conclusões articuladas. 12. Referências bibliográficas
Resumo: Com a intensificação do processo de urbanização das cidades, especialmente a partir do início do século passado, a poluição sonora começou a se destacar primeiramente como um problema de vizinhança e depois como uma questão relativa à qualidade de vida e à saúde pública. No Brasil a poluição sonora tem crescido muito nas últimas décadas, principalmente nas maiores aglomerações urbanas, causando gravíssimos prejuízos físicos e psicológicos aos seres humanos e abalando o meio ambiente sonoro. Este trabalho se pautou por uma pesquisa eminentemente bibliográfica, tem como objetivo fazer uma análise geral e sucinta da poluição sonora sob o aspecto jurídico, procurando servir apenas de introdução ao tema. O meio ambiente sonoro diz respeito diretamente à qualidade de vida e à saúde do ser humano e por isso ele é protegido pelo art. 225 da Constituição Federal e por toda a legislação que de uma forma geral protege o meio ambiente.
Milhares de Mortes Pelo Excesso de Ruído
Lisboa, 28 fev (Lusa) - Pelo menos 50 mil pessoas morrem anualmente na União Européia (UE) devido a ataques cardíacos causados pelo excesso de ruído rodoviário ou ferroviário, alerta um estudo que será apresentado nesta quinta-feira em Bruxelas.
O documento a que a Agência Lusa teve acesso, produzido pela Federação Européia para os Transportes e Ambiente (T&E), indica também que outros 200 mil europeus passam a sofrer todos os anos de doenças do coração.As estimativas da organização indicam que os custos financeiros da poluição sonora, em especial para os serviços de saúde, atingirão pelo menos 40 bilhões de euros por ano na UE.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a partir de 55 decibéis, o ruído ambiental começa a ter efeitos negativos sobre os humanos. O valor se situa entre o provocado por uma tempestade (50 decibéis) e uma conversa entre duas pessoas (60).
O estudo da T&E , intitulado "Tempo de Escutar", calcula que, em 25 países da UE - excluindo Malta e Chipre -, a maioria da população (54%) está regularmente exposta a índices de ruído acima de 55 decibéis, proveniente do tráfego rodoviário e ferroviário, totalizando 245 milhões de pessoas afetadas.
O trabalho foi realizado com base em dados cumulativos reunidos ao longo dos últimos anos. A maioria dos europeus vive em cidades e, desses, uma grande parte junto de vias por onde circula tráfego ruidoso. O problema, segundo o documento, "tem sido subestimado e ignorado" pelas autoridades. A organização, com sede em Bruxelas, realça a preocupação da União Européia com a poluição do ar, ao estabelecer níveis de emissões cada vez mais baixos e impor menores índices de poluentes para os veículos, mas lamenta a negligência a que tem sido submetida a
poluição sonora.
Exemplo das conseqüências do excesso de ruído são as crianças em idade escolar que, sujeitas a elevado nível de barulho vindo de ruas e estradas, têm dificuldade em se concentrar, dispersam a atenção com facilidade, ficam com problemas para memorizar questões mais complexas, lêem mal e tem baixo rendimento escolar.
Combinando as novas tecnologias na produção de veículos com a evolução na construção de pavimentos e vias, a T&E considera possível baixar os tetos de ruído em cerca de cinco decibéis, o que equivaleria a uma redução da poluição sonora a 70% da atual.
A federação internacional recomenda, por isso, que a UE altere sua legislação, fazendo com que o ruído da circulação das rodas no asfalto baixe para 71 decibéis em 2012, seguindo em queda gradual até 2016.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/lusa/2008/02/28/ult611u76992.jhtm
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Ruído Noturno e Doenças
"O barulho das áreas urbanas atrapalha o sono dos moradores das metrópoles. Estudo feito com voluntários que moram perto de aeroportos da Europa comprova o dano causado pelos ruídos."
A pessoa até pensa que está habituada ao ruído, mas em um exame polissonográfico constata-se que a qualidade do sono está péssima. As doenças que podem surgir são, entre outras: hipertensão, arritmia, diabetes e distúrbios do humor.
Video: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM790240-7823-ESTRESSE+DA+VIDA+URBANA+PREJUDICA+O+SONO,00.html
"E ainda engorda."
sábado, 8 de dezembro de 2007
Soluções de engenharia para driblar poluição sonora
Para especialista, má educação é principal responsável por ruídos na cidade, mas há remédio
Lilian Primi
Morar em uma cidade como São Paulo pode significar a convivência forçada com um nível de ruído muito além dos 70 decibéis (dB) - máximo permitido por lei, que cai para 45 dB à noite. “O problema está nos cidadãos, que desobedecem as leis da boa convivência”, diz o engenheiro civil especialista em conforto acústico Racine Tadeu Araújo Prado, professor do Departamento de Construção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. “O barulho do trânsito é até certo ponto, suportável. Mas um bar com som em alto volume e onde as pessoas falam aos berros é inconcebível”, ressalta.
Mas para quem não pode esperar que o vizinho aprenda a respeitar o próximo, a Engenharia criou algumas soluções baseadas na instalação de barreiras, que impedem o som de entrar no ambiente. “Isso implica em vedar totalmente a residência, com portas e janelas anti-ruído.” Ou instalar barreiras reais, como a parede de concreto que existe na área de chegada da Rodovia dos Bandeirantes. “Qualquer parede, de concreto ou tijolo, tem grande massa e, portanto, barra o som”, explica.
O problema, segundo o professor, é o preço. “A classe média dificilmente tem acesso a elas”, avalia. Na empresa especializada em sistemas anti-ruído Atenua Som, por exemplo, a janela anti-ruído (com vidro duplo e caixilhos vedados) custa a partir de R$ 1,5 mil. “Como o ambiente tem de ficar fechado, costuma-se incluir o ar condicionado”, conta o vendedor Marcelo Alex dos Santos.
A empresa atende o Brasil todo, mas o vendedor diz que, em São Paulo, a maioria dos clientes está em bairros com trânsito intenso, como Morumbi, Campo Belo, Moema e Itaim Bibi. Na Avenida Nove de Julho, na região central, por exemplo, o ruído pode chegar a 90 dB. A média nas ruas de São Paulo é de 80 dB, segundo o vendedor. “A maioria quer vedar os dormitórios”, conta.
A empresa criou um sistema de sobreposição para contornar as limitações de condomínios que não permitem mudanças na fachada. Ele garante redução na intensidade do ruído de 70%.
Mas não é apenas o barulho externo que incomoda. Há o ruído próprio do funcionamento da casa “que deve ser absorvido, para não reverberar, o que se consegue com revestimentos fibrosos”, ensina o professor Prado. A clássica solução das caixas de ovos criam um bom ambiente para ouvir música, assim como o carpete e os forros de materiais fibrosos.
Mas o arquiteto e empresário Schaia Akkerman, sócio-diretor da Acústica Engenharia, diz que, com as espessuras das paredes e lajes que se usam atualmente, isso apenas reduz o problema. “O boom imobiliário acirra a concorrência, baseada principalmente no preço”, explica. Para conseguir um custo menor, muitas vezes se sacrifica a qualidade de vida no ambiente. “Com lajes mais finas, os passos do vizinho de cima ecoam embaixo. Isso só se revolve durante a construção, com a colocação de mantas isolantes entre um andar e outro.”
Fonte: http://txt.estado.com.br - 16.11.07
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
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terça-feira, 9 de outubro de 2007
Barulho nosso de cada dia
A culpa é do barulho. Dentro ou fora de casa, às vezes não há como fugir do barulho. Os sintomas logo aparecem: estamos ficando surdos cada vez mais cedo.
Às 20h, os meninos bem que poderiam estar na cama. “Os vizinhos reclamam muito, ainda mais quando é bem de noite assim. E eles gritam, tacam copo, tacam varias coisas, ficam nervosos”, conta uma criança.
Em uma cidade grande, algazarra de criança é o menor dos problemas. “O ônibus faz barulho. Isso incomoda”, aponta uma senhora.
Antônio é caminhoneiro há mais de 30 anos. “Eu acho que estou atrapalhado. Essa poluição sonora está me deixando louco”, comenta.
O barulho provoca um estado de alerta constante. “São dez horas com esse barulho de motor no ouvido, sem contar o barulho que vem da janela”, comenta um motorista de ônibus.
A poluição sonora pode levar à ansiedade e à depressão. “O barulho do portão me incomoda muito. A gente até se espanta. Vai passando e, de repente, aciona o alarme. A gente fica espantado”, diz um jovem.
Irritação, nervosismo e insônia são comuns. “A gente vai para a cama e fica um tempão. Só depois de um tempo que você consegue dormir. A adrenalina abaixa e você consegue dormir”, conta outro jovem.
A sensação é de ouvido tampado e tontura. “Quando chega o momento que a gente fica sozinha a gente percebe o zumbido no ouvido”, diz uma paulistana
“Se você considerar os ruídos ao longo da vida vão agredindo a sua orelha e você não tem uma reposição das células ciliadas, que são responsáveis pela audição, qualquer agressão ao longo da vida vai trazer conseqüências”, explica o médico Arnaldo Guilherme.
Em uma cidade do tamanho de São Paulo, nem sempre a noite é sinal de sossego. Para não atrapalhar o trânsito, uma obra pública só pode ser executada a partir das 22h e só termina de manhã, quando os moradores da região estão se preparando para ir ao trabalho. A construção fica na esquina de um dos maiores hospitais de São Paulo.
“Eles têm que fazer alguma coisa. A obra tem que ser feita talvez de alguma outra forma”
“Se eu morasse aqui perto, eu estaria mais estressada. É terrível”, diz uma motorista.
Segundo os médicos, as novas gerações estão ficando surdas cada vez mais cedo.
“Há uma cultura para o barulho. O que nós deveríamos ter, realmente, é uma cultura para o silêncio para nos acostumarmos e entendermos que essa situação é irreversível. E só vai ser realmente detectada quando você se sentir surdo, e aí não tem mais retorno”, acrescenta o médico Arnaldo Guilherme.
Essa barulheira atrapalha até quem acabou de nascer. Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que bebês prematuros que estão internados na UTI estão expostos a ruídos que ultrapassam os 80 decibéis. O barulho provocar problemas de audição no bebê.
Fonte: Bom Dia Brasil - 09/10/07
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Poluição sonora causa deficiência auditiva
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A poluição sonora pode desencadear um estresse degenerativo, provocando desde surdez irreversível até insanidade mental, dentre outras doenças. |
A exposição a sons intensos é a segunda causa mais comum de deficiência auditiva. Muito se pode fazer para prevenir a perda auditiva induzida por ruído, mas pouco pode ser feito para reverter os danos que ela causa. Normalmente, a deficiência auditiva não equivale a um “tudo ou nada”, de modo que o indivíduo escuta de acordo com o seu resíduo auditivo. Da mesma forma que a deficiência visual, a deficiência auditiva também apresenta graus e tipos de perda que irão caracterizar individualmente o modo de tratamento e as soluções indicadas pelos médicos. A deficiência auditiva atinge milhões de pessoas devido a uma série de fatores, tais como: hereditariedade, acidentes, traumas, doenças e envelhecimento do organismo, entre outros.
Sintomas sutis
O otorrinolaringologista Rogério Hammerschimdt afirma que um indivíduo não pode permanecer em um ambiente com atividade sonora de 85 decibéis de intensidade por mais de 8 horas. Esse tempo cai para 4 horas em lugares com 90 decibéis; duas horas em locais com 95 decibéis e uma hora quando a intensidade passa de 100 decibéis. O especialista alerta que é necessária a conscientização das pessoas que trabalham ou freqüentam locais barulhentos. “Algumas coisas podem parecer sem importância, mas acarretam conseqüências desastrosas para toda a vida”, alerta o médico.
Ao contrário do que muitos imaginam, a exposição a sons intensos não atinge somente profissionais que trabalham em locais com elevado nível de ruído, como indústrias ou aeroportos, mas pode acontecer numa variedade de situações que são muito freqüentes no dia-a-dia da maioria das pessoas (ver quadro). “Os sintomas iniciais da perda auditiva induzida por ruído são sutis, começando, na maioria dos casos, pelas freqüências agudas”, explica Hammerschimdt. Conseqüentemente, muitos indivíduos não percebem essa perda auditiva, pois todas as outras freqüências sonoras estão dentro da normalidade, e continuam se expondo por falta de orientação ou conhecimento.
Dependendo do período de exposição, sons de intensidades superiores a 85 decibéis podem causar dupla perversidade, pois ao mesmo tempo em que comprometem a capacidade auditiva para sons ambientais, podem causar um distúrbio contínuo e muito incômodo: o zumbido. O som nocivo (poluição sonora) pode acarretar conseqüências severas à qualidade de vida da população, afetando a saúde do indivíduo e conturbando as relações sociais. As repercussões são de ordem individual e coletiva.
Tudo faz barulho
A exposição aos sons intensos ocorre com mais freqüência do que se imagina. Alguns estudos mostram que a chance de um indivíduo desenvolver perda auditiva quando exposto a ruídos de 90 decibéis (dB) durante 40 anos é de 25%. Isso sem levar em consideração que apenas um único som acima de 100dB pode lesar irreversivelmente as células sensoriais de pessoas suscetíveis. Essa intensidade sonora é facilmente atingida em cinemas, danceterias, shows musicais ou comemorações com fogos de artifício, entre outros.
Avião a jato durante a decolagem - 130-140 decibéis.
Arma de fogo - 130-140 decibéis.
Show de rock - 110 decibéis.
Serra elétrica - 100-105 decibéis.
Tráfego pesado - 80 decibéis.
Automóvel passando a 20 metros - 70 decibéis.
Bate-papo a 1 metro - 60 decibéis.
Sala silenciosa - 50 decibéis.
Área residencial à noite - 40 decibéis.
Falar sussurrando - 20 decibéis.
Fonte: Paraná Online - 19/09/07Prefeitura multa lojas no Centro de Curitiba por poluição sonora
As multas e notificações foram feitas por fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Secretaria Municipal do Urbanismo, em operação concentrada durante a semana passada na Rua XV de Novembro e entorno. Quatro equipes percorreram a área comercial, desde as Praças Osório e Rui Barbosa até a região da Catedral.
Os estabelecimentos multados e notificados usavam equipamentos sonoros com volume acima do permitido e caixas acústicas voltadas para a rua, na tentativa de chamar a atenção do consumidor. “O objetivo é mostrar aos comerciantes que a lei estabelece limites para uso de som”, disse o superintendente da Secretaria do Meio Ambiente, Mário Sérgio Rasera.
Fonte: Paraná Online - 17/09/07
terça-feira, 4 de setembro de 2007
Camelôs irregulares enfrentam PM ao tentar reabrir feira no Brás
DA REPORTAGEM LOCAL
Camelôs irregulares -sem o TPU (Termo de Permissão de Uso) da prefeitura para trabalhar- que tentavam reabrir a "feirinha da madrugada" entraram em confronto com a Polícia Militar às 4h de ontem no Brás, centro de São Paulo.
Há dez dias, a Suprefeitura da Mooca vetou a feira, que existe desde 2004, por entender que ela prejudica o sono dos vizinhos -começa às 3h e termina às 7h. Além disso, afirma que seus produtos são piratas.
Os ambulantes protestavam contra a decisão da prefeitura de suspender por um ano a emissão de novos TPUs para ambulantes e o fim da feira.
Atualmente, mais de 500 ambulantes com TPU trabalham no local das 8h às 18h. Outros 3.000 pleiteiam a autorização.
Armados com paus e pedras, 300 ambulantes irregulares, segundo cálculo da PM, ou 1.800, de acordo com o sindicato dos camelôs, enfrentaram 150 policiais, depredaram 14 lojas e incendiaram outros dois comércios na rua Oriente.
Os PMs revidaram com bombas de gás pimenta e balas de borracha. Ninguém se feriu. Sete pessoas presas foram liberadas. Por questão de segurança, foram suspensos por cinco dias a contar de amanhã todos os TPUs de ambulantes.
Fonte: www.folha.com.br/fsp - Sexta-feira, 31 de agosto de 2007.
Carro que polui vai ser reprovado em vistoria
Carros de passeio que estão emitindo mais poluentes do que o aceitável são apenas orientados a corrigir o problema. Segundo o presidente do Detran, Antonio Francisco Neto, o teste passará a ser realizado, ano que vem, em todos os postos.
Fonte: Jornal O Globo - 04/09/07
Culto ainda sem aval de bombeiros
Ele foi autorizado pelo prefeito Cesar Maia.
Fonte: Jornal O Globo - 04/09/07
sábado, 25 de agosto de 2007
Prefeitura de Niterói fecha quatro bares por excesso de barulho
Intimados em março, os proprietários não respeitaram as determinações dos fiscais e tiveram as suas atividades suspensas a partir desta terça-feira até que promovam as melhorias e cessem o uso de música alta durante o dia, a noite e de madrugada. A ação fiscal foi motivada por denúncias encaminhadas à Ouvidoria do município e à própria secretaria de Fazenda, por vizinhos incomodados com as atividades irregulares.
De acordo com o secretário de Fazenda, Moacir Linhares as operações de fiscalização acontecem diariamente em todos os bairros do município e os moradores que se sentem incomodados com estabelecimentos comerciais que não respeitam o Código de Posturas podem encaminhar as denúncias à Ouvidoria do município, através do telefone 3523 8404. " Abrimos um processo administrativo, fazemos as vistorias necessárias, intimamos os proprietários a obedecerem a legislação e, em último caso, suspendemos a atividade até que eles se adequem à lei", assegura o secretário.
Os estabelecimentos embargados na manhã de hoje estão mlocalizados na Rua Desembargador Nestor Perlingeiro, 992,
Fonte: Prefeitura de Niterói (www.niteroi.rj.gov.br) – 07/08/07
Igreja é condenada por incomodar vizinhos com barulho
A Justiça paulista decidiu que limitar o ruído de aparelhos de som nos cultos religiosos não ofende o direito de culto. A tese foi acolhida pela Câmara Especial de Meio Ambiente do Tribunal de Justiça de São Paulo, para quem o Estado tem obrigação de proteger a liberdade religiosa, mas tem obrigação também de tutelar o meio ambiente da poluição sonora, causada por amplificadores e aparelhos de sons.
No mesmo julgamento, o Tribunal de Justiça descartou a tese do Ministério Público Estadual de dano moral ambiental, por conta da poluição sonora. No entendimento da turma julgadora, danos morais são ofensas a direitos da personalidade. Ou seja, a vítima deve ser uma pessoa, não sendo a lesão compatível com a idéia de violação coletiva.
No caso em julgamento, a Igreja Evangélica Assembléia de Deus foi acusada de perturbar o sossego dos moradores vizinhos ao seu templo na região do Tatuapé. O recurso, apresentado pelas partes em litígio, reclamava do teor da sentença do juiz Cláudio Pereira França, da 2ª Vara Cível do Tatuapé. O magistrado condenou a igreja a pagar indenização de R$ 7 mil, por danos morais. O valor seria depositado no Fundo Estadual de Reparação de Interesses Difusos Lesados.
A igreja recorreu da sentença, alegando que já não produz poluição sonora durante seus cultos e emite sons que não ultrapassam os limites permitidos na lei. Afirma, ainda, que não incomoda a vizinhança e que a iniciativa que deu origem à Ação Civil Pública partiu de reclamação de uma única vizinha.
O Ministério Público Estadual também apelou para que a igreja fosse obrigada a fazer obras de vedação do prédio, capazes de impedir a dispersão de sons e ruídos. A promotora Cláudia Cecília Fedeli ainda reclamou que a instituição religiosa fosse obriga a não realizar ensaios e cultos com o uso de instrumentos musicais.
Perícia feita pelo Instituto de Criminalística (IC), da Polícia Civil, constatou nos dias 26 e 27 de abril de 2002 que o nível médio de ruído, no local, foi de 88 decibéis, quando o permitido ficaria ente 50 e 60 decibéis. De acordo com o processo, o ruído perdurou por seis anos, até 2003 quando a acusada realizou obras para solucionar o problema.
A turma julgadora firmou jurisprudência no entendimento de que a liberdade de culto encontra limitações no modo como é exercida. A Câmara Especial do Meio Ambiente reconheceu a liberdade de crença, mas ponderou que a proteção não permite a poluição sonora, capaz de perturbar os moradores próximos do templo. Ou seja, não é permitido a uma igreja, sob o fundamento da liberdade religiosa, adotar uso nocivo da propriedade, por meio da poluição sonora, extrapolando o limite legal.
A turma julgadora definiu como descabida a reclamação do Ministério Público para que a Justiça obrigasse a igreja a deixar de usar instrumentos musicais. Na opinião dos desembargadores, o pedido afronta direito fundamental.
“Frise-se, o exercício de culto é livre, encontrando limites apenas no que se refere à poluição sonora, objeto da tutela nesta ação. A ré pode utilizar quaisquer instrumentos musicais na celebração dos cultos, desde que respeite os limites de tolerabilidade quanto à emissão dos sons e ruídos, dispostos na legislação”, afirmou o relator, Jacobina Rabello.
No entanto, a Câmara Especial determinou que a igreja não poderá fazer ensaios e cultos, sem tomar as precauções para evitar a emissão de sons e ruídos acima daqueles permitidos pela legislação
Preço do barulho Igreja Universal é multada por poluição sonora
A Igreja Universal do Reino de Deus, em Farroupilha (RS), foi condenada a pagar multa de R$ 296 mil por descumprir o termo de ajuste firmado com o Ministério Público, de não produzir poluição sonora. A decisão foi confirmada pela 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que negou o recurso da igreja.
A Universal alegou que os laudos de medição acústica da Patrulha Ambiental da Brigada Militar de Caxias do Sul não condizem com a realidade e foram falsificados. Por isso, pediu que fosse feita uma nova perícia. A primeira instância entendeu que ação não serve para questionar o laudo.
A relatora do recurso da igreja, desembargadora Matilde Chabar Maia, ratificou a sentença. Explicou que falsidade material é aquela que se comete pela fabricação falsa de documento ou de título. Já, na falsidade ideológica, o título ou documento se mostra verdadeiro, mas o seu conteúdo não demonstra veracidade.
Na avaliação da desembargadora, a intenção da Igreja Universal é questionar a declaração contida nos laudos. O incidente de falsidade documental é procedimento que serve para afastar do processo prova documental materialmente falsa. “Não serve, entretanto, para expurgar prova documental na qual haja vício de consentimento — falsidade ideológica.”
Acompanharam o voto da relatora o desembargador Nelson Monteiro Pacheco e o juiz convocado Crespo Brum.
Ação de Execução
O Ministério Público instaurou Inquérito Cível para verificar a produção de poluição sonora pela Igreja Universal do Reino de Deus. Em dezembro de 1999 foi firmado o Compromisso de Ajustamento com a Igreja. Ela assumiu obrigação de adequar suas instalações para impedir a emissão de ruídos acima dos níveis permitidos pela lei, no prazo de 120 dias, sob pena de incidência de multa diária. Alegando o descumprimento do acordo, o Ministério Público ajuizou ação de execução, no valor total de R$ 296.709,00.
Fonte: Adjorisc - O Barriga Verde Notícias - 10/07/07
Homem é espancado por reclamar de barulho
Cerca de 15 motoqueiros, que faziam manobras no local, agrediram o morador.
Um homem de 48 anos, que se recupera de um câncer no fígado e que mora ao lado do Estádio Pinheirão, em Curitiba (PR), foi violentamente agredido por motoqueiros no estacionamento do estádio, na noite desta quinta-feira (5). Depois de reclamar várias vezes da algazarra e do barulho feito pelas manobras das motocicletas, ele foi espancado até perder a consciência. Uma testemunha da agressão o socorreu e o levou para o Hospital das Nações.
A vítima, um gerente de compras desempregado, passou por exames e levou vários pontos na cabeça, testa e boca. Ele foi liberado no começo da noite desta sexta-feira (6). Segundo uma testemunha, que preferiu não ser identificada, 15 pessoas participaram da agressão.
Fonte: G1 (http://g1.globo.com) - 07/07/2007
Escola terá de abafar barulho dos alunos para não fechar
A escola é cercada de casas e o barulho das crianças tem perturbado o sossego de alguns vizinhos. Eles entraram na Justiça e ganharam uma liminar que determina que o colégio reduza a poluição sonora dos alunos. A medida vale a partir de 1º de janeiro do ano que vem. E se não for cumprida até lá, a escola vai ter de fechar as portas. Para a Justiça, os ruídos prejudicam a saúde de 12 famílias da vizinhança.
"Diz que um casal de 70 anos piorou da hipertensão por causa do barulho e que há laudo médico que atesta que a causa é a poluição sonora", disse João Hoepers, vizinho da escola.
Segundo o Jornal Hoje, a escola recorreu da decisão, mas não conseguiu derrubar a liminar. "A escola está aqui há 15 anos. O que a gente pode fazer? Vai tolher a liberdade de expressão das crianças? Vamos amordaçá-las para evitar o barulho?", disse Ana Paula Zanella, diretora da escola.
A ação foi movida pelo promotor do Meio Ambiente de Florianópolis. "As crianças devem e podem fazer barulho. O aspecto é contra a escola que construiu de forma irregular, sem o tratamento acústico em uma área residencial exclusiva", explicou Alexandre Herculano, promotor de Justiça.
A diretora contesta. Uma lei municipal permite ruídos até 65 decibéis para escolas que estão em áreas residenciais. Mas o relatório que avaliou a poluição sonora do colégio dela usou uma norma mais severa, do Conselho Nacional do Meio Ambiente, que limita o barulho em 50 decibéis. A escola tem 38 dias para se adaptar.
Fonte: Redação Terra (www.terra.com.br) - 24/11/06
Belenenses sofrem com a chamada "cultura do barulho"
THIAGO REIS
Em Belém (PA), apontada por uma pesquisa do IBGE como "capital brasileira do barulho" se criou uma "cultura do barulho" que, segundo Rejane Bastos, vice-presidente da Associação Amigos do Silêncio, explica o motivo de a capital ser considerada barulhenta por seus próprios moradores.
"Há caixas de som instaladas em postes, festas de aparelhagem --onde caixas acústicas enormes ganham as ruas. Aqui, barulho é sinônimo de poder", diz.
Segundo ela, há 30 pessoas que possuem esses aparelhos e que mapearam a cidade. "E tem gente que não tem dinheiro para comer, mas tem um som
Para o advogado Jean Carlos Dias, presidente da Comissão de Combate à Poluição Sonora de OAB-PA, há três motivos para tanto barulho: o aspecto cultural, a falta de fiscalização e empresas lucrando ilicitamente com o alto som nas ruas.
Dias diz que o povo paraense é musical e sempre produziu ruído sem se preocupar com o vizinho. "O problema é que os exageros nunca foram coibidos", diz.
Ele também chama a atenção para as "festas de aparelhagem" --onde empresas cobram para fazer shows com caixas acústicas enormes a céu aberto. "É um trio elétrico sem o trio."
Para o advogado, no entanto, o motivo da poluição sonora e do descontentamento do povo é a falta de fiscalização. "O aparelho estatal ainda não está preparado para lidar com a situação. Belém cresceu muito, e não houve um acompanhamento por parte do órgão estadual", diz.
"Ainda não se botou na cabeça das autoridades que fazer barulho é crime", afirma Bastos.
Fiscalização
Outra é aparelhar a Delegacia do Meio Ambiente. "Eles têm um carro só para atender 2 milhões de habitantes", diz Bastos.
Por último, a idéia é manter um registro na polícia, para que os reincidentes sejam punidos. "Belém ainda é uma cidade muito arborizada, então o som se propaga muito mais que
Fonte: Agência Folha
Sete bares são fechados por barulho em SP
Proprietários e clientes reclamam da operação, motivada por reclamações da vizinhança.
A subprefeitura da Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo, apertou a fiscalização em bares e restaurantes que funcionam além da uma hora da manhã e fechou sete bares neste final de semana após reclamações de moradores.
Na operação realizada com base em reclamações de moradores, os sete bares foram multados em R$ 25,4 mil. Em três deles, além do barulho, a prefeitura encontrou máquinas caça-níqueis.
Os sete estabelecimentos foram interditados. Para funcionar depois da uma hora da manhã, bares e restaurantes precisam de uma licença especial de funcionamento, proteção acústica, segurança e serviço de manobristas.
Veja o site do SPTV
Fonte: G1 (http://g1.globo.com) - 02/04/07
Vendedor de jornal é morto por causa de barulho
Arma do crime está sendo procurada.
Um vendedor de jornal foi morto com tiro no rosto na manhã desta segunda-feira (2) pelo morador de um prédio em Nova Lima (MG). Segundo a polícia, o morador do prédio confessou ter atirado no vendedor, ainda não identificado, após uma discussão. O acusado teria afirmado que atirou no vendedor porque ele estava gritando e fazendo muito barulho.
A arma do crime está sendo procurada e o corpo será encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. O acusado pelo crime não tem ficha na polícia e permanece detido na delegacia de Nova Lima.
Fonte: G1 (http://g1.globo.com) - 02/07/07
terça-feira, 17 de julho de 2007
Festa ruidosa, o que fazer
Chamei o 190 para resolver uma simples mas incômoda questão: barulho de festa, com gritaria e música em alto-falantes desde as 11 hs (escrevo às 17h15) deste domingo (24/6), no playground do prédio da Av. Jurema, 200, a 100 metros do meu. Disseram que preciso estar presente à chegada da viatura ou nada poderão fazer, pois é o procedimento legal. Quando perguntei qual é a lei, a linha caiu. Conclusões: 1) a PM desconfiou de mim, cidadão; 2) os PMs não têm idoneidade para abordar os transgressores da lei, no caso o responsável pela festa; 3) a PM se exime de agir na defesa do direito do cidadão; 4) dar segurança à população? melhor esquecer.
ROBERT A. SHARP
Moema
A Polícia Militar responde:
“A perturbação do sossego está tipificada no art. 42 da Lei das Contravenções Penais. Para configuração da contravenção, é imprescindível o acompanhamento da vítima. Discordamos da conclusão do leitor de que policiais militares não teriam idoneidade para abordar transgressores da lei, já que se trata de uma instituição com mais de 175 anos, que conta com pessoas rigorosamente selecionadas e que passam por processos de treinamento e depuração inquestionáveis. A população pode ajudar informando irregularidades e crimes pelos tel. 190 ou Disque PM (0800) 0555-190, pelo Fale Conosco PM ou Disque Denúncia 181.”
O leitor comenta:
A PM saiu pela tangente, como se diz. E, com essa resposta, provou o que eu disse.
Fonte: O Estado de São Paulo - 17/07/07
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Audição em risco
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Cartas sobre ruido urbano - 02/07
Casa de samba
Moro na Rua Apiacás, quase esquina com João Ramalho, perto da casa de samba Santa Clara, com som ao vivo que vai até às 4h30. Um dos donos garantiu que a acústica é de última geração, mas é possível ouvir o som a 300 m de distância. Dentro de casa, fundos para a Santa Clara, não podemos nem ouvir rádio. No mesmo local já funcionou um bar (Ôrra Meu), que deu muitos transtornos de barulho. Multado pela Sub Lapa, só não foi lacrado porque mudou para pizzaria/bar, mas não deu certo. Lá, já teve até Igreja Universal e academia de ginástica - e agora a Santa Clara.
NEIDE APARECIDA DE OLIVEIRA
Perdizes
A Prefeitura responde:
“O Psiu fiscalizou o local várias vezes. A última vistoria foi dia 3/5, com ruído dentro do permitido por lei. A casa realmente tem sistema de isolamento acústico. O som pode estar vazando por outro lugar (fundos ou janelas), chegando à casa da leitora. Nesse caso, o Psiu precisa fazer medição a partir da casa de d. Neide, com sua autorização, que pode ser dada pelo tel. 3101-3737 ou pelo e-mail psiu@prefeitura.sp.gov.br. Se constaramos irregularidade, notificaremos o estabelecimento,que, em caso de reincidência, poderá ser multado em R$ 25 mil (300 UFMs). A Sub Lapa informa que o estabelecimento tem documentação provisória de funcionamento e já está se regularizando.”
ANDREA MATARAZZO
Secretário das Subprefeituras e subprefeito da Sé
Carta 18.900
Também há exageros
Sempre fui favorável às restrições ao excesso de barulho, em defesa do direito de cada um ter, em meio ao caos da metrópole, a possibilidade de encontrar paz e tranqüilidade. O problema é que às vezes me parece que esquecemos que estamos vivendo em sociedade e a intolerância passa dos limites. Marcamos a festa de aniversário de meus filhos gêmeos num espaço que tem a dupla função de brinquedoteca e de ambiente para festas, o Espaço Brincar. Infelizmente ontem (carta do dia 12/6) a proprietária do local me ligou para cancelar a festa e devolver o valor depositado, porque o lugar recebeu muitas reclamações pelo excesso de barulho em uma das comemorações. A festa em questão ocorreu em um domingo, foi das 13 às 20 horas, e a reclamação veio de algum vizinho. Já fui a quatro festas no local, e em nenhuma delas o barulho sequer se aproximou do ruído causado por dezenas de outros bufês. Em decorrência da multa aplicada por truculentos funcionários (no meio da festa, diga-se de passagem), a dona achou ‘mais prudente’ cancelar as festas já programadas, inclusive a dos meus filhos. Deixo aqui registrado o meu repúdio ao tipo de ser humano que se revolta a ponto de ligar para um órgão público reclamando de uma festa infantil que terminou antes mesmo do sol se pôr. O resultado desse gesto pode levar um espaço de grande valor educacional a fechar as portas.
VLADIMIR A. BROWN
Sumaré
Fonte: O Estado de São Paulo - 02/07/06
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Em defesa da natureza
Às 14h, o barulho incomoda muito na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Com a ajuda de engenheiros da Secretaria Estadual do Ambiente, alunos da Escola Estadual Pedro Álvares Cabral mediram a poluição sonora e confirmaram: a intensidade dos ruídos está bem acima do limite de tolerância da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Eu cheguei a captar 80 decibéis. Os limites recomendados seriam de 55 decibéis”, afirmou um engenheiro. “Quando estávamos fazendo as entrevistas, as pessoas que estavam nos ônibus não conseguiam ouvir a gente direito”, contou uma aluna.
Os adolescentes mediram também a emissão de gases poluentes. “À princípio, nós temos que sair menos de carro, para evitar tanta poluição”, ressaltou uma outra aluna.
“Estamos incentivando um programa de biodiesel. O Rio vai ser o primeiro estado a ter 5% de biodiesel. Vamos tentar, junto à Secretaria Estadual de Transportes, mais recursos para trem e metrô e sugerir uma campanha para as pessoas regularem seus motores”, afirmou o secretário estadual de Ambiente, Carlos Minc.
Jovens treinados pelo Laboratório Social do Jardim Botânico plantaram 250 mudas na estrada de acesso ao Cristo Redentor. No local, funcionava um estacionamento irregular desativado há um mês pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. “É bom ajudar a natureza, porque ela está precisando demais”, finalizou o jardineiro Wiliam Ferreira.
Fonte: RJTV - 04 de junho de 2007
Lei do Silêncio
A Lei do Silêncio determina em alto e bom som: é proibido fazer barulho acima de 85 decibéis entre 22h e 7h. A confusão começa na hora de saber se o nível do volume da festa ao lado ou do latido do cachorro do vizinho passou do limite.
Se fosse apenas o barulho do trânsito, João Vitor Rodrigues não se importaria – contra esse ruído não há o que fazer. Mas, segundo ele, o pior inimigo é um bar em frente ao prédio, na Lapa.
“O bar é insuportável porque, além de tudo, ele ainda tem uma maquininha para as pessoas escolherem música, e as pessoas sentam ali e fica aquela farra, aquela bagunça toda, com música superalta”, reclama João Vitor Rodrigues, relações públicas.
A síndica do edifício chegou a chamar a polícia e encaminhou uma carta à Secretaria de Meio Ambiente, mas não conseguiu que ninguém viesse fazer a medição do barulho.
“A resposta foi que eles não poderia vir fazer a medição em final de semana, que é pior – sexta, sábado e domingo -, que é o dia da nossa tranqüilidade, eles disseram que não podiam fazer a medição”, conta Wanda de Carvalho, síndica do prédio.
No bar, não encontramos o dono para ouvir as explicações dele.
A Lei do Silêncio vale para o período entre 10h da noite e 7h da manhã e estabelece limite para os ruídos: não podem ultrapassar 85 decibéis. Há um aparelho que mede esse nível, mas que quase ninguém tem. Isso basta para garantir a boa convivência entre vizinhos?
Para João Ricardo Matta e Tatiana não é o suficiente. O vizinho que mora três andares acima deles respeita a lei, mas nos outros horários do dia escuta música com o volume tão alto que boa parte do prédio é obrigada a ouvir o mesmo som queiram os moradores ou não.
“A lei permite que ele coloque o som alto porque ele está dentro do horário de legalidade. Porém, quando você mora numa comunidade, numa coletividade, tem que haver esse respeito pelo outro, mesmo que a lei faculte a você o direito de ouvir o seu som alto, você tem que pensar que o seu limite de gostar de um som alto vai até o limite em que as pessoas não são obrigadas a acompanhar e a curtir o mesmo som que você”, acredita João Ricardo Matta, publicitário.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que a população pode fazer denúncias sobre locais barulhentos pelo telefone 2273-5516, de segunda à sexta, no horário comercial. E é possível agendar a fiscalização para sábado ou domingo.
Fonte: RJTV - 19 de abril de 2006
Entrevista - Perda Auditiva
Até que ponto o hábito de se expor a sons exagerados leva a um real comprometimento auditivo? E que cuidados se deve tomar pra garantir um ouvido saudável por muitos e muitos anos? Confira a entrevista com a médica da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia, Andréa Pires de Mello.
RJTV: Quem trabalha em lugares com muito barulho pode ter problemas auditivos?
Andréa Pires de Mello: Sem dúvida. É importante a gente esclarecer que, para que essa perda auditiva provocada e induzida pelo ruído se estabeleça, três fatores são primordiais: o nível de exposição ao qual esse indivíduo está exposto, o tempo de exposição – quantas horas por dia ele fica exposto e ao longo de quantos anos -, e a sensibilidade individual. Existe alguns indivíduos que são mais resistentes e outros que são mais sensíveis, mais suscetíveis a desenvolver essa perda auditiva.
Há algum tipo de prevenção para quem trabalha com barulho? No caso do DJ não, mas no caso do guarda municipal, pode usar proteção?
Sem dúvida alguma. Inclusive, a legislação brasileira preconiza: o limite de tolerância para essa exposição ao ruído é de 85 decibéis para oito horas diárias. Então, se você aumentar esse nível de exposição para 90 decibéis, esse tempo tem que ser reduzido para quatro horas. Se você observa o que aconteceu no quarto da adolescente (ver matéria “Problemas de audição”) isso é um absurdo. Eu fiquei surpresa. Em vez de 85 db, deveria estar em uma média de 55 ou 50 decibéis.
Quem fica muito tempo parado no trânsito pode causar problema auditivo?
Depende do tempo de exposição e do nível ao qual esse indivíduo encontra-se exposto. Nós sabemos que existem alguns locais, principalmente na hora do rush em algumas avenidas, que chegam a 90 decibéis.
Quando a pessoa entra em contato com um barulho tão alto, de 90 decibéis, por exemplo. Se ela depois passar por um período de descanso em casa, sem ruído, tranqüilo, o dano volta atrás? Dá pra recuperar o dano?
Interessante. É a sensação que você tem quando sai de uma boate, você sai com a sensação do ouvido estar “abafado”, fica um zumbido. Aí, volta pra casa e volta tudo ao normal algumas horas depois, no dia seguinte. Isso é chamado de Mudança Temporária Linear. Nesta fase, você não tem uma perda definitiva da audição ainda. Agora, se você continuar a se expor a um som de alta intensidade, essa perda vai ser definitiva.
Faz bem ou mal escutar música durante a caminhada?
Não. Existem trabalhos demonstrando que durante o exercício físico a exposição ao ruído aumentaria essa sensibilidade à perda auditiva. Nesse caso específico eu recomendo: não coloque o walkman num volume tão excessivo. Isso a gente vê: a gente passa de bicicleta, às vezes, por essas pessoas e consegue escutar a música que elas estão ouvindo...
Como eu fico sabendo que o meu filho está com algum problema auditivo?
Dependendo da idade, a criança já pode se queixar. É importante que, periodicamente, essa criança vá a um otorrino. Se ele estiver em idade escolar, algumas escolas solicitam a audiometria antes da alfabetização. Isso é importante.
Fonte: RJTV - 28 de março de 2006
Barulho com cautela
O som é inconfundível. O aviso aos pedestres é de que por perto algum carro está saindo de uma garagem. Para a estudante Maria Carlota de Alencar Pires, que é deficiente visual, o sinal sonoro é uma ajuda e tanto, principalmente em ruas onde o movimento nas calçadas é grande. Ela diz que já quase foi atropelada na saída de uma garagem.
“O sinal sonoro é muito importante para os deficientes visuais por dois motivos. Primeiro porque é uma segurança, principalmente nas ruas de grande movimento. E segundo porque, na maioria das vezes, os motoristas que saem de garagens subterrâneas não têm condições de visualizar quem está passando”, comenta Maria Carlota.
Mas se para uns o barulho é um alerta de segurança, para outros é um incômodo constante. O engenheiro Isnard Campelo Filho mora com a mãe de 90 anos em um prédio em Copacabana. Ele diz que as sinaleiras tocam por qualquer motivo, a qualquer hora do dia ou da noite.
“Hoje essa sinaleira sonora não serve só para automóveis, então, é caótico”, critica o engenheiro.
Uma lei municipal aprovada pela Câmara depois de ter sido vetada pelo prefeito Cesar Maia proíbe o uso de sinaleiras sonoras nas saídas das garagens. Os condomínios ficaram obrigados a instalar duas placas. Uma do lado de fora, dizendo “Atenção: entrada e saída de veículos”. E outra dentro da garagem, avisando que a preferência é do pedestre.
Ainda de acordo com a lei, imóveis com grande movimento de entrada e saída de veículos, como hospitais, edifícios-garagem e supermercados, devem ter operadores de tráfego.
Mas a prefeitura está questionando a constitucionalidade da lei. O governo municipal alega que o Conselho Nacional de Trânsito exige a instalação das sinaleiras sonoras e que enquanto a questão não é julgada a lei não pode valer. Por isso, o uso das sinaleiras não está sendo reprimido pela fiscalização e muitos moradores reclamam.
“Não suporto mais andar ouvindo essa campainha tocar. Isso estressa, é apito de esquina em esquina”, comenta um morador.
“Esse apito vai direto ao seu ouvido, mesmo se você estiver deitado em uma cobertura ou em um quarto de fundos”, diz outro morador.
O médico do trabalho Luiz Tenório, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), fez uma medição do barulho das sinaleiras. Algumas passam de 100 decibéis.
“Para os porteiros, que trabalham oito oras por dia, certamente estão com danos na saúde auditiva. Isso também aumenta o estresse e a hipertensão”, diz o médico.
“O barulho afeta a saúde, as sinaleiras acabam com s tímpanos. Desligar as sinaleiras, com responsabilidade, melhora a saúde auditiva da população”, defende o deputado estadual Carlos Minc (PT).
A Associação Brasileira de Administradoras de Imóveis (Abadi) apóia o desligamento das sinaleiras sonoras. Neste sábado, em um encontro de síndicos, a Abadi vai distribuir um folheto com algumas dicas para reduzir a poluição sonora, como utilizar redutores de velocidade na saída das garagens, instalar espelhos côncavos para melhorar a visibilidade dos motoristas e ligar as sinaleiras apenas no caso de saída de veículos nas áreas onde é grande o movimento de crianças, idosos e deficientes.
“Tenham sempre muita cautela, para não saírem tirando as sinaleiras só porque a lei permite. É preciso avaliar se o trânsito de pedestres é muito grande no local do condomínio, se há algum colégio ou alguma creche perto. Nessas circunstâncias, as sinaleiras não devem ser retiradas. Mas em ruas tranqüilas não se justifica que as sinaleiras continuem funcionando”, orienta o presidente da Abadi George Massett.
Fonte: RJTV - 9 de abril de 2005

