Apresentação

Gerar, disseminar e debater informações sobre RUÍDO URBANO, sob enfoque de Saúde Pública, é o objetivo principal deste Blog produzido no Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde - LabConsS da FF/UFRJ, com apoio e monitoramento técnico dos bolsistas e egressos do Grupo PET-Programa de Educação Tutorial da SESu/MEC.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Barulhotube: usuários fazem mapa do ruído

http://www.noisetube.net/

domingo, 15 de novembro de 2009

Traficantes não deixam a vizinhança dormir com baile funk nas alturas



video

"Traficantes realizam baile funk com músicas fazendo apologia ao sexo com menores e armas.O som parece estar de dentro do quarto mas realmente é o baile do morro Pavao Pavaozinho"

Disponível em:http://www.youtube.com/watch?v=F4UhAdNEX20

domingo, 30 de agosto de 2009

Pelo fim das sinaleiras nas garagens

PROJETO DE LEI No 847/2006

A CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO, DECRETA:

Art.1o - Fica revogada a Lei no 938 de 29 de Dezembro de 1986.
Art.2o - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


JUSTIFICATIVA

A Lei Municipal no 938/86, de autoria do então Vereador Sidney Domingues instituiu a obrigatoriedade da sinalização sonora na entrada e saída das garagens coletivas nos prédios do Rio de Janeiro.

Nossa proposta visa a revogação da citada Lei baseada em laudos, que comprovam não só os danos à saúde dos moradores bem como a ineficácia deste dispositivo sonoro.
Este Projeto de Lei, ao buscar a revogação de uma Lei também de autoria de um vereador não incorre em vício de origem, como vem argumentado o chefe do Executivo Municipal que tem se posicionado favoravelmente a manutenção das atuais sinaleiras sonoras.

O Art. 86 de Lei no 950/97 – Código de Trânsito Brasileiro é omisso quanto ao dispositivo sonoro, apenas obrigando as entradas e saídas de garagens serem devidamente identificadas.

Vale lembrar que tal obrigatoriedade ora exigida em nosso município não encontra similar na grande maioria das capitais e grandes cidades.
Em laudo de 05 de outubro de 2005, o conselho-presidente de Cremerj, Paulo César Geraldes manifestou-se contra pelo fim das sinaleiras sonoras para o bem do descanso, da tranqüilidade, da paz e da saúde da população do Rio de Janeiro.

A análise do psicólogo e assessor de comunicação do Instituto Philippe Pinel também foi favorável ao fiel cumprimento de legislação ambiental aplicável ao combate a poluição em qualquer de suas formas a incluída a sonora.

Nossa proposta encontra apoio entre outras, das seguintes associações de moradores: AMAGÁVEA, AMALEBLON, AMALEME, AMACOPA, AMAGLÓRIA, AMAI, AMABOTAFOGO, AMOVILA, AMAFONTE, AMACABOMAR, AMABAIRROPEIXOTO, AMAITANHANGÁ, AMAVE, AMAHOR, AMA JARDIM DE ALÁ, AVAS.

CARLOS BOLSONARO
Vereador

Caçambas e Ruídos no Alto Leblon


Barulhão no Alto Leblon, às 4 da manhã. Todas as noites, uma, duas, três ou mais caçambas... O Choque de Ordem Lotérico continua, e o barulho também.

sábado, 6 de junho de 2009

Cruzamento bloqueado + buzinas insuportáveis: rotina



Uma demonstração de falta de educação ao volante. Imagens enviadas por um morador de Copacabana, flagram momentos do cruzamento das ruas Barata Ribeiro e Miguel Lemos, onde motoristas fecham totalmente a rua.

De acordo com o Código de Trânsito, esta é uma infração média e os motoristas perdem quatro pontos na carteira. A multa é de quase R$100.

Fonte: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1051176-7823-VC+NO+RADAR+RJ+IRREGULARIDADE+ENGARRAFA+TRANSITO+EM+COPACABANA,00.html

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Assassinato Sonoro

Ronaldo Correia de Brito
Do Recife (PE)

Nesse final de semana recebi um balaço no peito e por pouco não morri. O bandido continuou pedalando sua bicicleta, o ar inocente de quem nada tinha feito. Atirava para todos os lados, sem preocupar-se com as vítimas. Algumas pessoas nem registravam os tiros, o corpo fechado, talvez.

Os policiais não davam a mínima para o bandido. Nem para o som estridente que ele desferia contra os mais sensíveis, nem para os produtos de pirataria vendidos. Duplo crime à luz do sol quente. O calor parece intensificar o efeito do barulho, torná-lo insuportável e mortal.

Os tiros sonoros possuíam letras abomináveis, pura baixaria. Dá vergonha escrever um único verso. Verso? O que é mesmo aquilo? Ouvir tais heresias é como levar um tiro na cabeça e sentir uma descarga nervosa percorrendo o corpo. Eu quase não sobrevivo ao estilhaço.

Muitos sobrevivem e aprendem a gostar. E até chamam de música, o mesmo substantivo com que nos referimos a uma sonata de Chopin. E já não existem gostos diferentes nas diferentes classes: de 'a' a 'z' se escuta as mesmas porcarias. Conclusão: chegamos ao perfeito comunismo. Ou será consumismo?

Sangrando, busquei onde me queixar. Na delegacia? Em qual delegacia? Aos policiais que compram e curtem os subprodutos da pirataria? Aos vereadores que promovem feijoada no meio da rua, com direito a palanque e som alto, varando sábados e domingos? Aos deputados que só administram subornos e falcatruas? Aos inomináveis senadores? Na Granja do Torto? Mas lá tinha festa estridente ao som de Zezé di Camargo e Luciano.

Os bandidos sonoros estão por toda parte, disseminando o terror. Com as armas dos sons amplificados nos carros, bicicletas, aparelhos domésticos, buzinas, rádios, televisões e até nas igrejas. Qualquer um pode comprar sua metralhadora e empunhá-la sem restrições, disparando em qualquer lugar, matando vizinhos, transeuntes, crianças inocentes, velhinhos indefesos.

Assassinato sonoro é a ordem reinante em cidades grandes e pequenas. Até nas matas e grotões. Não resta um lugar nesse país chamado Brasil em que o cidadão possa se esconder da parafernália sonora dos destruidores. Não há lei que proíba essa matança e se ela existe não há quem a faça cumprir.

São milhões de atentados diários inaparentes, sem sangramentos visíveis, sem fraturas expostas nem queimaduras deformadoras; um mal difícil de avaliar e medir. Matança lenta como os efeitos tardios das bombas atômicas, produzindo legiões de neuróticos e psicóticos, as seqüelas dessa guerra sem tribunal superior de apelação.

Durante a Segunda Guerra Mundial, médicos nazistas faziam experiências com judeus, submetendo-os a estímulos sonoros, medindo o limite do suportável, antes que as vítimas se desequilibrassem e cometessem suicídio ou assassinato. Os criminosos alemães foram julgados e condenados. No Brasil, ninguém julga e condena os milhares de criminosos que diariamente nos torturam e enlouquecem com atentados semelhantes.

quinta-feira, 12 de março de 2009

No Reino do Barulho

Petrônio Souto (*)

Vivemos no reino do barulho. Por aqui as pessoas detestam o silêncio. Pior: Se sentem incomodadas com o silêncio, não sabem viver sem ruído por perto. Não é sem razão que o Brasil tem pouquíssimos filósofos. Claro que isso é uma das causas do aumento da violência em nosso país, sobretudo nas grandes cidades.

O barulho estimula a violência. A pessoa submetida a fortes descargas fica excitada, fora de si, predisposta a ter reações animalescas, pelo menos é o que dizem os especialistas. Muitos crimes brutais, praticados pelos motivos mais fúteis, acontecem em um ambiente de barulho intenso.

A violência e o consumo de drogas lícitas e ilícitas têm aumentado até nas outrora pacatas cidades do interior. As causas? Os mil e um carnavais fora de época, “rodeios” (?!) e magashows de bandas de forró (??!!!), receita infalível para embalar farras homéricas de multidões inteiras, reunindo gente de todas as idades. Danado é que esses bacanais muitas vezes recebem patrocínio público, travestido de “apoio cultural”.

Em noventa e nove por cento das brigas entre vizinhos a causa é a mesma: Som alto, algazarra, festas que mais parecem orgias, veículos transformados em danceterias ambulantes, modos bizarros de diversão, tudo com o barulho infernal reinando absoluto. Para dormir e (veja só!) estudar, as pessoas ligam o rádio. Para trabalhar, ligam a televisão. Para ouvir música estouram os tímpanos de todos que estão por perto.

Até os cultos religiosos (Santo Deus!!!), onde no passado as pessoas encontravam um ambiente de paz, propício para a oração, para o recolhimento, para o diálogo com Deus, se tornaram verdadeiros shows de roque, espetáculos grotescos de histeria coletiva. A praga devastou até as “gincanas culturais” das escolas e as singelas festinhas de criança.

Agora, em João Pessoa, especialmente em João Pessoa, que é o espaço que me castiga, a gente não tem mais liberdade para viver dentro da nossa própria casa. No chamado recesso do lar, não se pode mais refazer as energias, conversar com amigos que nos visitam, dar um pequeno cochilo, ouvir música em volume civilizado ou assistir a um bom filme. A vizinhança não permite.

Outro exemplo: Usar o celular na rua. O barulho produzido por todas as fontes possíveis e imagináveis é tão intenso, no centro da cidade, que a gente simplesmente não escuta a chamada do celular. E se consegue ouvir a chamada ou tem vibrador no aparelho, não pode se comunicar com razoável naturalidade, tem que ser aos berros, em total descontrole.

Para completar a loucura, surgiram de uns tempos para cá, com a complacência das autoridades, as chamadas rádios comunitárias a cabo, as “rádios de poste”, “emissoras” com uma programação basicamente de música e informação. O estúdio é instalado em qualquer 2×2 do centro. De lá saem quilômetros de fios e caixas de som. Tudo pendurado nos postes de iluminação pública.

Pois bem, as tais “rádios de poste” se juntam aos inúmeros carros de som que trafegam em marcha lenta, engarrafando o trânsito, aos carrinhos de mão do pessoal que vende CDs e DVDs piratas e ao blá blá blá sonoro na porta das lojas, infernizando mais ainda a vida do morador de João Pessoa. A coisa tornou-se insuportável, ultrapassa todos os limites do tolerável.

É certo que a Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura (de João Pessoa – PB) tem feito das tripas coração para coibir os abusos. O telefone 3218-9208 até que funciona. Eu pelo menos já tive algumas experiências bem sucedidas. Mesmo tratando da matéria no Artigo 42, inciso III, da Lei das Contravenções Penais (na realidade um Decreto-Lei de 1941), embora aplicando penas muito brandas aos infratores, está na hora de o legislador encarar a poluição sonora como crime ambiental.

Não bastam apenas as campanhas educativas realizadas pelos administradores mais sensíveis. O legislador, assessorado por bons tributaristas, estabeleceria a melhor forma de punir esses trogloditas do Terceiro Milênio. Multa, multa pesada para as pessoas flagradas perturbando o sossego alheio. A reação da sociedade civilizada tem que ser proporcional ao dano que essa gente deseducada causa.

(*) Jornalista e advogado em João Pessoa (PB)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

RUÍDO EM CONDOMÍNIOS: Bom Dia Brasil

Aumenta contratação de síndicos profissionais

Bom dia Brasil, 23.01.09

Quem mora em condomínio sabe: são discussões. Como muita gente não quer assumir o papel de síndico, tem condomínio que contrata um.


O síndico profissional e aqueles que exercem essa função por escolha do condomínio precisam ter, entre suas características principais, a paciência. Precisam ser diplomatas, mediando conflitos entre pessoas que mal se conhecem e acham que estão com a razão.


As brigas entre vizinhos ocupam boa parte do tempo de Afonso. Síndico há 16 anos, ele precisa garantir o bom relacionamento de cinco mil moradores. O maior problema? “É o barulho”, contou.

A secretária Magali Martinez é uma das vítimas. Ela aprendeu a melhor maneira de reclamar: “a gente entra em contato com a portaria. Eles enviam uma notificação para o vizinho que está incomodando”, disse.

O vizinho, o coreógrafo Ademir Santos, define o perfil do morador problema. “São as pessoas que não estão acostumadas a viver em sociedade de condomínio e moram como se estivessem em bairro. Eles querem fazer barulho a toda hora, querem andar sem camisa e andar de bicicleta na galeria”, afirmou.

Quando a falta de limite bate na inadimplência, o condomínio segue a lei e toma uma atitude definitiva: o apartamento é leiloado, como aconteceu com dois imóveis.

Carlos não levou, mas não ficou chateado. “É perfeito e transparente. Vou continuar inquilino do prédio”, disse.

Essa compreensão toda é para poucos. Em outro condomínio, tem briga até na garagem.

“Eu tive um caso de vaga dupla em que o carro da moradora ficava na frente de outro morador, e ela não queria dar a chave para ele tirar o carro, nenhum dia. Só tirava no horário dos compromissos dela. Então, ele perdia horário de médico e todos os compromissos. Um dia, ele teve que chamar a policia”, contou a síndica Marlei Almeida.

Marlei se mudou em 2000 para o prédio e resolveu ser síndica há seis anos. “O principal problema aqui é a falta de bom senso de algumas pessoas”, afirmou.

Mas nem todo prédio tem morador interessado no cargo de sindico. É nesse momento em que entre em cena a figura do sindico profissional - um administrador especialista em solucionar problemas, contratado pelo condomínio .
Atuando em cinco prédios de cinco bairros diferentes da cidade, a síndica profissional Marta Monteleone acumula experiência. “Os moradores não têm mesmo a tolerância entre as partes. O problema de barulho é sempre o salto alto, o cachorro. É sempre aquele que dorme cedo, contra aquele que dorme tarde. A gente percebe que é assim: são moradores não preparados e prontos para estarem enfrentando o dia a dia de uma comunidade”, contou.


Especialista em Direito Condominial fala sobre os síndicos profissionais

Mas será que esse síndico profissional serve mesmo para todos os condomínios? É o que explica o advogado Marcio Rachkorsky, especialista em direito imobiliário e condominial.

Bom Dia Brasil – Quando o síndico profissional funciona e quando ele não é indicado de jeito nenhum?

Marcio Rachkorsky – O síndico profissional está surgindo agora. É uma figura nova. Em condomínios com muitos problemas, onde ninguém quer assumir o cargo, ele é altamente recomendável, desde que ele seja uma pessoa com formação. Pode ser um administrador, um advogado ou um engenheiro. Mas acima de tudo, ele deve ser alguém que saiba mediar conflitos e alguém que saiba pacificar conflitos. Esse é o grande desafio do síndico profissional: mediar conflitos e administrar bem o patrimônio dos outros, com serenidade.

Para quem acorda cedo, o que pode e o que não pode? Por exemplo, pode ligar secador de madrugada ou andar de salto alto por todas as dependências da casa? Parece bobagem, mas isso atormenta muita gente. O que pode e o que não pode?

Tudo que a gente imagina que vai incomodar o nosso vizinho debaixo ou do lado não pode, sobretudo após as 22h. Então, andar de salto alto não pode. Ligar o liquidificador não pode. Pegar jogos e despejar no chão para as crianças faz um barulho absurdo no apartamento debaixo. Então, das 22h às 6h, o silêncio tem que ser absoluto. Porém durante o dia, também tem que haver respeito ao silêncio. Isso não significa que das 6h em diante a gente pode fazer o que a gente quiser.

Crianças correndo, cachorros fazendo barulho: os moradores têm que prestar atenção nos horários em que tudo isso está acontecendo.

Grande segredo é a conscientização. Não adianta simplesmente punir as pessoas, mandar multas e mandar advertências. Condomínio que funciona bem é aquele que tem um trabalho de conscientização perfeito, com circulares, cartinhas e reuniões. Aí, sim, as pessoas obedecem o regulamento interno e a convenção de condomínio.

Quanto ganha, em média, o síndico profissional? Outra dúvida: se algum morador quiser ser síndico profissional do próprio prédio, isso é possível?

É possível sim. O síndico, mesmo não sendo profissional, pode ter uma remuneração, porque ele perde muito tempo e gasta energia. Ele tem responsabilidade civil, criminal, tributária e previdenciária. Então, eu até recomendo que ele tenha uma remuneração. Quanto ele ganha? Pelo menos, R$ 1 mil. Eu conheço grandes condomínios com cinco ou seis mil moradores que síndicos têm salário de alto executivo, como R$ 10 mil ou R$ 12 mil.

O salário é proporcional aos problemas. Tem que ser um bom salário mesmo, porque são muitos problemas que ele enfrenta. Quantos desses problemas seriam reduzidos, se você tivesse uma convenção de condomínio bem feita, como uma constituição do que pode e do que não pode e as punições.

Sobretudo deve haver uma convenção atualizada, porque tem muitos condomínios antigos com regulamentos de 30 anos ou 40 anos atrás que não se aplicam para os dias de hoje. Então, todo condomínio deve fazer assembleias e atualizar a convenção, atualizar seu regulamento e tratar de temas que antes não existiam, como, por exemplo, cachorro, atividade profissional nos apartamentos, condomínios-clube. Enfim, questões que antigamente não eram tratadas em convenções.

Quantas vezes, um morador que causa problema pode e deve ser notificado antes de uma multa efetivamente? Aquela bronca mais formal deve acontecer quantas vezes antes da multa?

Eu sempre recomendo uma advertência por escrito e, em seguida, uma multa. Porque a sensação de impunidade para aquele condômino que incomoda os outros não deve existir. Ele tem que entender que, às vezes, um ato dele incomoda 50, 80 ou 100 famílias. Então, em condomínio, a gente precisa punir rápido. Além da conscientização, a punição tem que ser rápida, para que a pessoa não acostume a incomodar os outros.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Desordem Oficial no Leblon

A Guarda Municipal colocou tres guinchos no meio da rua, alem de moto e carros com duas rodas na calçada, atravancando o trânsito. E aí começou a apitar, apitar, apitar... para o trânsito fluir. Mas fluir como, com tudo isso no meio do caminho, Guarda Pálida ?

Leitura óbvia da cena: o apitaço é apenas a sonoplastia do mediocre e leviano governo-espetáculo.

Samba da Caçamba - Madrugada (02:00h)

"A culpa não é minha, é da firma. Telefona pra eles." - Desordeiro justificando seu batuque.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Fugir do Ruído com Fones de Ouvido Pode Piorar o Dano Auditivo


Para melhor ouvir a música, faz-se necessário o uso de um maior volume. Esta medida possibilita abafar o ruído externo porém aumenta o dano ao sistema auditivo. Um das soluções para amenizar o problema é o uso de fones de ouvido que isolam o canal auditivo do meio externo, acabando com a competição entre o som do aparelho e o ruído urbano.

Bares e Boates Contra o Sono


Altíssimo ruído noturno, iluminação exagerada e ocupação indiscriminada das calçadas.

Estresse Provocado por Ruído Urbano


"Você que é inteligente... Pense: buzinar adianta?"

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Poluição Sonora: Buzinas, Suas Motivações, Legislação e Saúde Pública - Jornada Científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Mais um trabalho do nosso laboratório - LabConsS - foi apresentado na XXX Jornada Científica Giulio Massarani, na UFRJ, Centro de Ciências da Saúde.

Resumo:
Buzinas de veículos automotores são um dos componentes da poluição sonora urbana, e seu uso é regulado pelo Código Nacional de Transito (CNT). Trata-se, porém, de uma infração cujas conseqüências não são agravos para o trânsito, mas para a saúde pública. Esta pesquisa, de caráter exploratório, teve por objetivo formalizar a identificação e qualificação dessas ocorrências em alguns pontos selecionados do município do Rio de Janeiro, visando contribuir para uma melhor compreensão da natureza e dimensão desse problema, o que é indispensável para uma intervenção, seja por parte dos órgãos responsáveis pelo planejamento e controle do trânsito, seja também por parte das autoridades sanitárias. Como metodologia, adotou-se a alternativa de "estudo de casos", elegendo-se quatro cenários selecionados (os dois primeiros no Leblon e os outros dois em Copacabana): cruzamento da Av. Pe. Leonel França com Av. Visconde de Albuquerque; início da R. Timóteo da Costa (Alto Leblon); cruzamento da R. Bolívar com R. Barata Ribeiro; cruzamento da R. Leopoldo Miguez com R. Barão de Ipanema. Foi anotado o número de ocorrências com "buzina", buscando-se identificar e tipificar a motivação do ato, bem como qualificar a duração e intensidade; e tais ocorrências foram avaliadas em termos de enquadramento, ou não, ao preconizado pela legislação de trânsito (é proibido usar buzina "em situação que não a de simples toque de advertência ao pedestre ou a condutores de outros veículos; prolongada e sucessivamente a qualquer pretexto; entre as 22 e as 6 horas; em locais e horários proibidos pela sinalização; e em desacordo com os padrões e freqüências estabelecidos pelo CONTRAN."). Os dados coletados foram analisados e para cada um dos cenários foi feito um gráfico contabilizando o total de buzinas e suas motivações. Em uma tabela contabilizou-se a legalidade, ou não, do seu acionamento (em %). Dos registros realizados e tabulados, complementados pelos Estudos de Caso, percebe-se claramente que a quantidade de acionamentos que infringiu o CNT representava extensa fatia do número total de acionamentos (68%), sendo que nenhuma dessas infrações foi anotada pelos guardas eventualmente presentes nos cenários pesquisados. Dentre as muitas conclusões possíveis, a principal delas, no universo da saúde pública, é que reduzir, coibir ou reprimir a violência e os agravos sanitários gerados pela poluição sonora de veículos não é ainda prioridade para as autoridades de trânsito e/ou para os guardas municipais, demandando, então, intervenções ou interveniências das autoridades sanitárias.

Dr. Washington Renzo fala sobre Problemas Auditivos

http://www.itu.com.br/noticias/detalhe.asp?cod_conteudo=15860&adm=1

itu.com.br - Quais são os problemas auditivos mais recorrentes?

São as perdas auditivas chamadas neurossensoriais provocadas por
lesão no nervo auditivo e causadas por exposição excessiva de ruídos
acima dos 90 decibéis e as perdas auditivas chamadas condutivas,
provocadas principalmente pelas infecções de ouvido, rinites
alérgicas e estados gripais polongados.

itu.com.br - Os problemas auditivos têm aumentado nos últimos anos?
Se sim, quais as principais causas?

Sim, têm aumentado bastante e deve-se principalmente à urbanização e
industrialização das cidades com conseqüente aumento do ruído
ambiental. Há algumas décadas ocorreu um grande aumento de lesões
auditivas provocadas pelo ruído industrial ambiental, quando na época
o uso de protetores auriculares não era considerado obrigatório.
Hoje, um dos grandes problemas é o hábito entre os jovens do uso
abusivo de fones de ouvido com som bastante alto, bem como o fato de
freqüentarem baladas.

itu.com.br - O que fazer para evitar?

Na área social e ambiental procurar diminuir o tempo de exposição a
aparelhos de som como diskman, MP3, etc; controle de ruídos de
escapamentos e buzinas; na área industrial a preocupação de se
obrigar os funcionários ao uso de instrumentos de proteção individual
e de projetos de adequação de máquinas industriais.

itu.com.br - Quais são os principais sintomas que uma pessoa deve
estar atenta para saber se tem problema auditivo?

O mais comum e fácil de detectar é a percepção da audição quando
estiver utilizando um telefone. O som do ouvido esquerdo deverá ser
igual ao do ouvido direito e claramente audível.

itu.com.br - O que você recomenda, principalmente como medida
preventiva?

Nas escolas a realização de testes auditivos em todas as crianças do
Ensino Fundamental I, nas empresas o controle periódico de audição no
mínimo uma vez ao ano e nos recém-nascidos no teste de emissões oto-
acústicas (teste da orelhinha).

itu.com.br - Poderia comentar esse texto abaixo, trazendo à tona
informações que sejam úteis aos leitores da reportagem?

Virou epidemia e moda há tempos. Por onde passamos, crianças, jovens
e adultos estão com aqueles aparelhinhos que escondem potências
inimagináveis para seus tamanhos, ouvindo música em som alto, que se
misturam aos barulhos ensurdecedores de ônibus, caminhões, motos,
metrô, trens, e gritaria do dia a dia. À primeira vista, não
enxergamos problemas, mas o corpo sente, aos poucos, a audição ir
embora.

A perda auditiva provocada pelo ruído ambiental é uma lesão
progressiva de início muito lento que passa desapercebida aos nossos
ouvidos fazendo com que avancemos na perda sem que notemos. Daí a
necessidade de avaliações periódicas preventivas e a redução da
exposição voluntária aos ruídos excessivos, visto que este tipo de
perda é irreversível e de caráter progressivo podendo no futuro
apresentar piora intensa também por associação com fatores
circulatórios (diabetes mellitus, hipertensão arterial,
labirintite ,etc).

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Deficiência auditiva é fator de risco para depressão em idosos

Os anos vão passando e os efeitos do envelhecimento vão aparecendo. A surdez é um dos problemas mais freqüentes em idosos.

Conhecida como presbiacusia, a deficiência auditiva nesses casos se deve ao desgaste provocado pelo envelhecimento. Se não tratada a tempo, pode causar sérias conseqüências, como a depressão e a exclusão social.

Segundo a fonoaudióloga Isabela Gomes, os idosos e, principalmente, seus familiares, devem ficar atentos a alguns sinais: redução na percepção da fala, principalmente em ambientes barulhentos; alterações psicológicas, como depressão, frustração, embaraço, raiva e medo - causas da incapacidade de comunicação com outras pessoas e até problemas simples como atravessar a rua e não ouvir a buzina de um carro.

Os cuidados devem ser redobrados a partir dos 65 anos. O próprio envelhecimento celular e as mudanças degenerativas e fisiológicas causam uma perda natural da audição.

"A partir dessa idade, as chances da surdez se manifestar aumentam consideravelmente", avalia a médica. Com a perda de audição, pode vir a depressão, como ressalta a fonoaudióloga.

Por isso, quanto mais cedo o idoso ou a família buscarem ajuda profissional, mais fácil será tratar o problema. Os especialistas afirmam que é possível conviver, e bem, com a deficiência.

Hoje em dia, a solução mais comum é o uso de aparelho auditivo. O apoio da família é essencial para que o idoso resgate sua auto-estima e qualidade de vida. "Um profissional especializado poderá fazer a indicação do tipo de aparelho mais indicado", lembra a fonoaudióloga.

Fonte: Centro Auditivo Telex

sábado, 11 de outubro de 2008

Vivendo em Sociedade...










PARA INICIAR O CLIPE, CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE EM CIMA DELE E EM SEGUIDA CLIQUE EM "PLAY"

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Compra ferro velho, é?

video

Nas terras de Chico Buarque, Coordenador da CET-Rio e etc...
Alto Leblon, aquele das novelas da Globo.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Ruído Matinal e Desordem Urbana: nem bairros nobres residênciais se salvam

Pelo contrário...


segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Barulho e fezes de pombas incomodam moradores de MG

Símbolo da paz, as pombas têm incomodado moradores de Belo Horizonte. Os animais invadem os telhados, fazem barulho e deixam sujeira que pode fazer mal à saúde.

Por volta das 18h começa o barulho, que incomoda demais. Sempre à tardinha, quando eles começam a procurar abrigo”, afirma a aposentada Maria Bernadete Assunção.

Além do barulho, as aves causam sujeira no local. Maria Bernadete fechou as frestas do telhado para evitar a permanência de pombos no local, mas não adiantou. De acordo com a aposentada, os gastos com limpeza cresceram. “A conta de água dobra”, diz.

Segundo Daniel Vilela, veterinário do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), é recomendado que as pessoas usem máscara para se proteger durante a limpeza.

Ainda de acordo com Vilela, as doenças são provocadas por fungos, bactérias e parasitas. “Normalmente, elas são transmitidas pelo contato com as fezes do animal”, afirma.

A dona de casa Enedina Maria Costa mantém as janelas de sua casa fechadas para evitar a entrada dos pombos. A sujeira avança pela parede e pelo chão. O problema incomoda a família há três anos. “Estou esperando por uma solução”, diz Enedita.

Os moradores da cidade que estiverem se sentindo incomodados ou quiserem pedir orientações ou uma vistoria pode ligar para prefeitura de Belo Horizonte, no telefone 156.

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL729529-5598,00-BARULHO+E+FEZES+DE+POMBAS+INCOMODAM+MORADORES+DE+MG.html

Eleições com pouco barulho e mais silêncio


Hoje e amanhã acontece um encontro de algumas cidades de Mato Grosso na Promotoria de Justiça/MT para resolverem um problema que assola o descanso e bem-star das pessoas em épocas de campanhas eleitorais, o barulho dos sons e a sujeira que permanece na cidade.

Os representantes das cidades vão se reunir e firmar um acordo juntamente com o promotor de justiça para resolverem o problema, que se torna cada vez mais intragável pela sociedade, que reclama das propagandas eleitorais veiculadas em carros de som em horários que perturbem os ouvidos da população.

O promotor alerta para os candidatos que estão em campanha, que esse tipo de procedimento, faz com não convença os eleitores e os mesmos rejeitem os candidatos devido às perturbações causadas pelo barulho que lhes tira o sossego. Além de buscar resolver esse problema, o promotor não se vê satisfeito e ainda persiste em acabar também com as pichações e pinturas nos muros de residências e terrenos baldios das cidades, argumentando que tais formas de propaganda, acaba poluindo a cidade e sujando, despertando assim, um repúdio por parte do eleitorado.

Cabe agora à população, após as reuniões, saber se o acordo, de fato, foi firmado, com as coligações e partidos e seus respectivos candidatos. Quem sabe, agora, isso não possa ser adotado também aqui em Mato Grosso do Sul. O que você acha da idéia?

http://www.unifolha.com.br/lernoticia.aspx?id_noticia=1141

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Comentários no Blog

Caros Leitores,
Seus comentários são muito importantes!
Nós do Grupo PET Farmácia/Saúde Pública da UFRJ queremos fomentar a participação da população em questões de interesse da própria sociedade, a partir de comentários, discussões, reclamações, soluções, idéias e sugestões escritas na parte de Comentários deste e dos outros Blogs do Grupo.
Então.. Comentem!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Contra o zumbido no ouvido, barulho

Entenda porque os ruídos são um tormento para 23 milhões de brasileiros e conheça as maneiras de aliviar o incômodo.

“Eu tô falando contigo ou ouvindo o barulho no ouvido o tempo inteiro. É um zumbidinho assim: piiiiiiiiiii", diz Leandro Milan, administrador.

Dezessete por cento das pessoas vão ouvir sons como esse alguma vez na vida. Sofre mais com o zumbido no ouvido quem trabalha em ambientes barulhentos, usa fones de ouvido com som alto, ou tem mais de 60 anos.

Para a maioria das pessoas a hora de trocar o barulho das ruas pela tranqüilidade de casa é um momento de prazer. Mas para quem sofre com a sensação de zumbido não é bem assim. O grande inimigo está aqui dentro: o silêncio.

Paulo sofria quando a noite chegava. A tranqüilidade só fazia o ruído parecer ainda mais alto. "Eu não conseguia dormir. Ele me vencia sempre", conta Paulo Sérgio Martins, assistente administrativo.

Foi assim durante 18 anos, desde que o nervo auditivo dele foi atingido num acidente. O médico explica que pequenas perdas de audição podem confundir o cérebro, gerando o zumbido.

"O nosso cérebro, nosso córtex está esperando receber uma informação do som que está existindo no ambiente e como existe uma pequena falha esse som não chega”. Maurício Miura, otorrinolaringologista.

Escutar um barulho que não existe também pode ser sintoma de doenças como diabetes, inflamações e colesterol alto.

Para Leandro, o ruído apareceu depois de uma crise de stress e hipertensão.
Além de exercícios e medicamentos para relaxar, o médico recomendou uma técnica: evitar o silêncio.

"Se existe um sonzinho no ambiente, pode ser bem baixinho, mas que esteja estimulando o ouvido interno ele vai compensando essa pequena alteração do ouvido interno e a longo prazo vai reeducando a forma como nosso cérebro escuta no silêncio”, orienta o otorrinolaringologista.

FONTE: www.globo.com/jornalhoje - Domingo, 31 de agosto de 2008

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Tinha barulho, me protegi com janela acústica mas.....


A janela acústica que me foi vendida apresenta grave defeito. É que um líquido viscoso vem surgindo entre as folhas de vidros, aumentando gradualmente e prejudicando a aparência. Já expliquei isso diversas vezes, por telefone e pessoalmente, aos representantes e mesmo ao proprietário da empresa, mas sempre em vão. Pedi então orçamento para uma nova janela, sem me identificar, pois foi a única forma de faze-los vir para avaliar o defeito da janela. Esteve aqui o vendedor Candido que, pressionado, e interessado numa nova venda, trouxe então o responsável pela instalação, que deu risinhos, cometeu ironias e, novamente, nada me foi respondido, nem sobre o defeito que é enorme e muito bem visível, nem sobre providencias cabiveis. Nisso estamos. Uma foto da janela está disponível no blog...
http://ruidourbano-ufrj.blogspot.com/

Na foto, não explicitei o nome da empresa, porque não quero conflito, quero solução.
Apelo para O Globo, em busca de uma ssaída negociada e amigável. Obrigado.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Sobra barulho e falta educação

O cardápio está escrito com todas as letras: proibido som de carro. Mesmo assim, sempre aparece um cliente insistente. "Dizem que a rua é pública, colocam baixinho, pedem para deixar, mas não permitimos mesmo", conta o gerente Marcelo Souza. A estratégia é infalível. Ligou o som do carro, não é servido. "Eles acabam desligando ou vão procurar outro lugar para ficar". É fácil encontrar avisos semelhantes ao do cardápio em postos de gasolina, bares e restaurantes. Mais fácil ainda é cruzar com um desses carros de som tão potente quanto o de um trio-elétrico.

Na loja de Jorge Elino da Silva, 35, um paredão de som daqueles usados em caçamba de caminhonete pode chegar à potência de 20 mil watts, a mesma de um trio-elétrico do Fortal. Segundo Júlio César Costa, coordenador da equipe de controle da poluição sonora da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), a cinco metros de distância, o equipamento produz um ruído de 110 decibéis, mesmo barulho de um show de rock ou boate. A princípio, instalar um som desse no carro não é contra lei. O sujeito pode ter um aparelho de 20 mil watts, mas usá-lo num volume aceitável.

"O problema é que eles desfilam a potência do som pela cidade orgulhosos. É uma questão seríssima de educação. Não tem como resolver só na base da fiscalização", diz Júlio César. Jorge afirma que seus clientes usam os equipamentos "para curtir em viagens, sítios e beira de praia, longe da cidade". José Monteiro, proprietário de outra loja de montagem de som, conta que os clientes se reúnem em clubes de forró mais afastados. Mas não é bem assim. De madrugada, no auge do sono, um carro desse desperta um quarteirão. Num fim de tarde, o sossego da conversa de bar é interrompido por ele.

Rafael de Souza, 19, já se acostumou. De sexta-feira a domingo, sempre tem som de carro na praça que fica a dois quarteirões de sua casa, no bairro João XXIII. O barulho começa às 18 horas e entra a madrugada. "De vez em quando chega a Polícia ou um vizinho faz confusão, aí a música pára, mas pouco tempo depois já chega outro carro. É briga e barulho direto", conta. A música alta também pode vir do vizinho. A psicóloga Yara Macedo vez ou outra é obrigada a escutar as músicas que vêm do buffet próximo. "De vez em quando eles ultrapassam o limite de barulho", diz.

Nessas horas, ela não sabe bem a quem recorrer. "O Disk Silêncio só funciona até as 17 horas". A Semam já nem chama o serviço assim. A equipe de controle de poluição sonora foca suas ações nos estabelecimentos que precisam de alvará para funcionar, como o buffet, mas para ter a denúncia atendida prontamente, o melhor é recorrer ao Ronda do Quarteirão. "Como somos polícia administrativa, temos que usar o decibelímetro (aparelho que mede a altura do som), mas a Polícia atua em cima do decreto de contravenções penais, música alta é perturbação de sossego alheio", explica Júlio César.

Tem gente que até tenta legalizar o barulho da festa de aniversário. Pede licença à Semam. "Imagina, não podemos dar autorização para você incomodar o vizinho! Mas as pessoas não entendem, vão embora decepcionadas", conta Júlio César. Para ele, é errado querer investir em fiscalização. "Nunca vai ser suficiente se não houver conscientização".

FIQUE DE OLHO

Das 22 às 6 horas, o volume máximo permitido em via pública é de 60 decibéis. No período complementar, é de 70 decibéis, volume equivalente ao de uma pessoa gritando a 1,5 metro de outra.

No caso de carros de propaganda, o Conselho Nacional de Trânsito estabelece como limite 80 decibéis a sete metros de distância. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda como nível saudável, 45 decibéis à noite e 55 de dia, mas é improvável encontrar uma rua urbanizada com esses níveis de som. "Em Fortaleza é impossível", diz Júlio César, coordenador da equipe de fiscalização da Semam.

DENUNCIE!

Estabelecimentos que dependem de alvará municipal para funcionar, como restaurantes, bares, boates e clubes, devem ser denunciados à equipe de controle de poluição sonora da Semam pelo telefone: 0800 28 50880.

Vizinhos com o rádio no máximo e carros de som fazendo festa na rua configuram perturbação da ordem e devem ser denunciados à Polícia. O Ronda do Quarteirão tem atendido a muitos chamados dessa natureza.

O crime de perturbação do sossego alheio pode gerar prisão de 15 a 90 dias ou aplicação de multa. A maioria das penas é convertida em prestação de serviço.

SEJA EDUCADO!

Se sua casa possui sistema de alarme, mantenha-o regulado para evitar disparos sem motivo real.

Quem mora em apartamento pode ser mais educado colocando protetores de feltro nos móveis para evitar ruídos, trocando o salto alto por chinelas dentro de casa e ficando de olho no comportamento do cachorro. Eles costumam latir mais quando ficam sozinhos.

A boa etiqueta diz: é deselegante falar ao celular para todo mundo ouvir. Outra regra básica ainda desrespeitada: desligue o celular em reuniões, salas de aula, cinemas e teatros.

Não buzine em hipótese alguma perto de hospitais. Na avenida Heráclito Graça, na altura do hospital infantil Luis França, ninguém respeita a lei do silêncio que proíbe o uso da buzina próximo à hospitais.

Respire fundo, buzina não pode ser válvula de escape para estresse.

Comprou um super modelo de som para o carro? Mantenha num volume aceitável. Nem todo mundo quer ouvir sua música.

E-MAIS

Não existe uma legislação municipal regulamentando os horários de trabalho da construção civil. Em muitas obras, o barulho começa antes do despertador tocar. Sábado é dia normal de trabalho. Azar de quem mora perto de uma obra e quer dormir depois do almoço. É permitido, inclusive, que se trabalhe à noite, desde que nesse turno só sejam executados serviços silenciosos.

Quem está no décimo andar do prédio escuta a música do carro num volume mais alto do que quem mora no térreo. É que na rua existem obstáculos que amenizam o som como árvores, muros e outros carros parados. Já no alto, o som se propaga sem qualquer obstáculo.

Em São Paulo e Belo Horizonte, os ônibus não tem mais buzina. Em Fortaleza, campanhas internas orientam o motorista a não usar a buzina sem necessidade, principalmente dentro dos terminais.

Em 2006, a Semam anunciou o início da elaboração de uma Carta Acústica, um mapeamento dos ruídos na cidade, identificando os tipos de barulho e as zonas mais prejudicadas. O projeto caminhou pouco. Com o início das obras do Transfor, a equipe de controle de poluição sonora da Semam, com apoio da Universidade Federal do Paraná, passou a medir os níveis de ruído nas avenidas que terão corredor exclusivo para ônibus. A ação é exigência do Banco Mundial de Desenvolvimento, financiador do projeto. O objetivo é verificar se a mudança na via vai interferir no barulho provocado pelo tráfego.

Na avenida Bezerra de Menezes e Domingos Olímpio os ruídos geram entre 75 e 85 decibéis, níveis acima dos considerados salubres.

Som para carro
Um paredão de som custa entre R$ 15 mil e R$ 40 mil e pode ter entre oito e 20 mil watts. Um aparelho de porta-mala varia de R$ 15 mil a R$ 18 mil. Uma caixa simples de alto-falante, daquelas usadas no topo de kombis, é bem mais barata, custa cerca de R$ 2.700,00. Além de ocupar o porta-mala com o aparelho de som, tem gente que chega a tirar o banco traseiro para ter mais espaço para o som.

No Carnaval, nas férias de fim de ano e nas eleições, a venda de equipamentos de som aumenta.

Fonte: http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/815248.html

Buzina é válvula de escape

O trânsito está parado, não dá para ir pra frente nem pra trás, mas alguém acha que tacar a mão na buzina pode adiantar alguma coisa. "É doidice, né!? Problema em casa. Não vai resolver nada, só piora pros outros e pra ele mesmo", diz o cobrador Célio Barreto, 20. Pelo Código Brasileiro de Trânsito, só é permitido buzinar como alerta, um toquezinho de leve. Nunca uma buzina prolongada. Entre 22 e 6 horas ela é proibida. O uso incorreto configura infração leve com multa de R$ 53 e três pontos na carteira. Mas a buzina virou válvula de escape para o estresse. Uma forma de ofender sem xingar.

"Faltam elementos para uma conduta ética no espaço público. Valores como tolerância, respeito, solidariedade e amizade. Ninguém gosta de fila, nem por isso vai sair empurrando todo mundo que está na frente. Preciso saber me comportar em situações adversas", diz Scheyla Fontenele, chefe da divisão de educação para cidadania no trânsito da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC). "A frota de carros continua aumentando, o estresse também vai crescer. E aí!?", questiona Scheyla. José de Ribamar Silva mora há pouco tempo em Fortaleza e sofre com as buzinas.

"Às 3 horas da madrugada, ninguém mais consegue dormir com os motoristas pedindo a abertura da garagem ou buzinando menos de um segundo depois da abertura do semáforo. É um verdadeiro inferno!", descreve. Para minimizar os barulhos na vizinhança, um condomínio do Edson Queiroz adotou o uso de controles para abrir a garagem. "É uma questão de respeito aos outros moradores. As pessoas só dizem que não incomoda quando são elas que estão buzinando", diz a síndica Yara Macedo. Scheyla acredita em dois caminhos para educar o motorista. A coerção através de multas e a educação moral nas escolas. "Não é importante aprender só matemática e português, falta formação moral e ética", diz.

Fonte: http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/815251.html

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Prefeitura proíbe venda de alimentos em carros e caminhões nas ruas de SP

A Prefeitura de São Paulo decidiu proibir a venda de produtos e de
alimentos em carros e caminhões pelas ruas da cidade. Fica impedido,
por exemplo, o comércio de frutas, de doces, de queijos e da
tradicional pamonha de Piracicaba.
Também são incluídas na restrição a venda de outros
materiais, como CDs, e conserto de panelas, por exemplo. Ficam de fora
da restrição os carrinhos de cachorro-quente, que independentemente
da nova decisão, já seguem regras próprias.
A restrição passou a valer a partir do último sábado, quando a
portaria foi publicada no "Diário Oficial" do município. A
fiscalização será feita pelas subprefeituras. No trânsito, a
função fica a encargo de agentes da CET (Companhia de Engenharia de
Tráfego), de guardas-civis metropolitanos e de policiais militares.

Penalidades
De acordo com a portaria, quem desrespeitar a norma terá o veículo
recolhido. Se o motorista for pego vendendo com o carro estacionado ou
mesmo em trânsito, ele será abordado e seu veículo será
levado ao pátio da subprefeitura mais próxima. Toda a mercadoria
será apreendida.
Os equipamentos de venda serão armazenados por 30 dias, mas os
produtos perecíveis deverão ser destruídos no ato da
apreensão. Os alimentos serão jogados fora, segundo explica a lei,
porque não há condições de os agentes públicos avaliarem e
testarem se o produto tem a qualidade necessária para o consumo.
Além da apreensão, o vendedor fica sujeito a multa, que varia de
R$ 87,20 a R$ 436,00, de acordo com a infração e a avaliação do
fiscal.

Prejudicados
A prefeitura não tem uma estimativa de quantos são os vendedores
de produtos em carros na cidade.
Um número que pode servir como parâmetro é o que consta na Pnad
(Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2006, referente à
região metropolitana de São Paulo. Pela pesquisa, 101 mil pessoas
trabalham em carros, 73 mil delas por conta própria. O estudo, no
entanto, não exclui trabalhadores autônomos, como os eletricistas.
O presidente do Sindicato do Comércio de Vendedores de Ambulantes de
São Paulo (não inclui camelôs), Aurélio Carlos de Oliveira,
disse que não conhece a lei, mas teme haver prejuízo aos
ambulantes e aos consumidores.
"Há caminhões que são verdadeiras quitandas para vender na
periferia, nos lugares mais desassistidos. Precisa ver se [a portaria]
não vai prejudicar essas pessoas", afirmou.
Segundo a coordenação das subprefeituras, a lei vem definir regras de
vendas por ambulantes em carros que já vinham sendo alvos de multas.
A Subprefeitura da Vila Mariana, por exemplo, tem impedido carros com
alimentos na entrada do parque Ibirapuera.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2608200824.htm

domingo, 24 de agosto de 2008

Cuiabá - Coordenadoria de Poluição Sonora faz vistorias em carros de som.

A Coordenadoria de Poluição Sonora, da Secretaria Municipal de Meio
Ambiente e Urbanismo, realiza nos dias 18 e 19, das 8h às 18h, no
pátio do estacionamento do estádio José Frageli (Verdão), vistorias
nos veículos de som, que são utilizados na campanha eleitoral por
todas as coligações partidárias. A ação faz parte do projeto de
controle da Poluição Sonora, da Prefeitura de Cuiabá, que tem como
objetivo combater a produção da poluição sonora, a qual pode
interferir na saúde e causar incômodo ao bem estar da população.

O secretário-adjunto de Meio Ambiente, Eduardo Figueiredo Abreu,
explica que de acordo com a Lei Nº. 3.819 de 1999 (Cuiabá - MT), os carros de som
têm um determinado limite de decibéis para executar, que pode ser
diferente em áreas residenciais, industriais ou mistas. "A lei também
exige que os sons desses carros estejam desligados em frente a
escolas e hospitais, e ainda, quando estiver parado nos semáforos".

O Tribunal Regional Eleitoral (TER), o Juizado Volante Ambiental
(Juvam) e todas as coligações foram comunicados para acompanharem a
ação.

Durante a vistoria serão distribuídas cartilhas do Disk Silêncio, com
orientações de como agir para o controle da poluição sonora.

As denúncias devem ser feitas pelos telefones: 9982 3210 e 3051 9110
(em horário comercial).

http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=271810

"

Art. 10 A emissão de ruídos, em decorrência de quaisquer atividades industriais, comerciais, prestação de serviços, inclusive de propaganda, bem como sociais e recreativas, obedecerá aos padrões e critérios estabelecidos neste Regulamento.

Art. 11 Ficam estabelecidos os seguintes limites máximos permissíveis de ruídos:

I – independentemente do ruído do fundo, o nível de som proveniente da fonte poluidora, medido dentro dos limites reais da propriedade onde se dá o suposto incômodo, não poderá exceder os níveis fixados na tabela I, que é integrante desta Lei.

II – o nível de som proveniente da fonte poluidora, medido dos limites reais da propriedade onde se dá o suposto incômodo, não poderá exercer 10 decibéis-dB-A o nível do ruído de fundo existente no local


(...)

TIPO DE ÁREA

PERÍODO DO DIA

DIURNO

VESPERTINO

NOTURNO

RESID. (ZR)

55dBA

50dBA

45dBA

DIVERS. (ZD)

65dBA

60dBA

55dBA

INDUST. (ZI)

70dBA

60dBA

60dBA


http://www.cuiaba.mt.gov.br/servicos/legislacao/paginas/leis/1999/lei3819.htm

Zumbido - Prevenção, Tratamento, Etiologia

Prevenção:
Apesar de não ser possível garantir que o zumbido não vá aparecer, dá
para prevenir algumas das causas. Evite se expor a sons muito altos,
especialmente do MP3. "Usado por muito tempo e com volume muito alto,
está virando uma forma de poluição sonora forte", alerta Tanit Gunz
Sanchez.
Também não exagere no consumo de açúcar, gorduras e cafeína e
controle o estresse. Foi o que desencadeou a "panela de pressão" da
estudante Karine Rocha dos Santos, 22. "Também percebi que o zumbido
piora quando estou sob pressão e estressada", conta. Na época de
provas, ela precisa relaxar um pouco durante os estudos. "Pelo menos
a faculdade que curso, educação artística, ajuda a canalizar minha
agitação", diz.

Tratamentos:
Cuidar da causa do zumbido é primordial, mas pode ser necessário um
tratamento específico para o distúrbio. O paciente deve decidir com o
médico qual a melhor forma de tratá-lo, ponderando resultados
previstos e tempo de tratamento.

1. MEDICAMENTOS
Como existem diversos medicamentos, o tratamento deve ser
individualizado -dois pacientes com problemas parecidos podem reagir
de forma completamente diferente ao mesmo remédio.
De acordo com Tanit Gunz Sanchez, do HC, a chance de melhora é de
50%. "As pessoas odeiam ouvir isso, mas viemos de uma época em que
não se acreditava que houvesse cura", afirma. E enfatiza que remédios
ajudam, mas é essencial tratar a causa do zumbido.

2. ALIMENTAÇÃO
Quem tem zumbido pode ter de reduzir o consumo de cafeína, açúcar e
gorduras -compostos reconhecidamente ligados a esse problema. As
células da cóclea (região do labirinto responsável pela audição)
dependem do oxigênio que chega por meio do sangue. O excesso dessas
substâncias no sangue pode dificultar a irrigação da cóclea e
desencadear o mau funcionamento e até a morte das células auditivas.
Uma análise detalhada dos hábitos do paciente indica se a mudança
alimentar se justifica.

3. TRT (terapia de retreinamento de zumbido, na sigla em inglês)
A técnica consiste em duas etapas. Na primeira, o paciente recebe
orientação e tira suas dúvidas sobre o distúrbio. Na segunda, passa
por um "enriquecimento sonoro".
Como o ruído interno é muito mais percebido em locais silenciosos, a
saída é manter no ambiente sons constantes. Em casos mais sérios, é
possível usar um gerador de som -similar ao aparelho auditivo, que
emite um chiado bem baixo. "O primeiro passo é a menor reação ao
zumbido. O segundo é a pessoa ficar cada vez mais tempo sem percebê-
lo", diz a fonoaudióloga Keila Knobel. O tratamento é longo: pode
levar de 18 a 24 meses para trazer o efeito desejado.

4. ESTIMULAÇÃO SONORA
Outra forma de estimulação é o mascaramento: troca-se o barulho do
zumbido por um som mais alto. O "novo" ruído pode ser um rádio ligado
ou um mascarador, uma espécie de aparelho auditivo que emite um
chiado constante. No entanto, se o paciente deixa de aplicar a
técnica, o som volta. Deficientes auditivos podem usar aparelhos ou
implante coclear, que estimula o nervo auditivo. Geralmente, quando
voltam a ouvir outros sons, não percebem mais o zumbido e se sentem
melhor.

5. FISIOTERAPIA
Uma constatação recente pode contribuir para solucionar problemas em
pacientes que também sofrem de dor miofascial (associada a "pontos-
gatilho", que, quando apalpados, doem ou irradiam dor para outras
áreas do corpo). Quando presentes na região da cabeça, pescoço ou
ombros, esses pontos podem ter relação com o zumbido.
Para sua tese de mestrado, publicada na "Arquivos Internacionais de
Otorrinolaringologia", a fisioterapeuta Carina Bezerra Rocha avaliou
a presença de "pontos-gatilho" em 188 pacientes, metade deles com
zumbido, e verificou que pessoas com zumbido têm quatro vezes mais
chances de também ter "pontos-gatilho". "Quanto mais próximo os
pontos estão da cabeça, mais chances de haver relação com o zumbido."
Há um ano, ela trata 15 pacientes no Ambulatório de Zumbido do
Hospital das Clínicas de São Paulo. Desses, 14 já relataram melhora -
três disseram que o som desapareceu totalmente. Ela aconselha que
pacientes com dor na cabeça, no pescoço ou nos ombros a relatem ao
otorrino, para que sejam avaliados por um fisiatra e, se for o caso,
tratados por um fisioterapeuta.

6. ACUPUNTURA
Para o otorrinolaringologista Ektor Tsuneo Onishi, que estuda o
efeito da acupuntura no tratamento do zumbido e coordena o
Ambulatório de Zumbido do Departamento de Otorrinolaringologia e
Cirurgia da Cabeça e Pescoço da Unifesp (Universidade Federal de São
Paulo), a técnica ajuda a diminuir o incômodo que o ruído gera. Ele
publicou na "Revista Brasileira de Otorrinolaringologia" um estudo
com pontos de acupuntura na cabeça, em 76 pacientes. "Provamos que um
ponto específico do ouvido pode melhorar o zumbido, diminuindo a
intensidade ou o incômodo." De acordo com ele, ainda não estão claros
os mecanismos que levam à melhora, mas notou-se que, depois da
acupuntura, algumas vias envolvidas na audição começam a funcionar de
forma diferente.

7. ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA
Ainda em pesquisa em diversos países, a técnica não está disponível
para tratar zumbido -é usada contra a depressão. Por meio de pulsos
magnéticos sobre o crânio, gera-se uma corrente elétrica que pode
alterar a atividade das células nervosas e desacelerar a parte
auditiva, reduzindo o zumbido. Um trabalho realizado pelo Grupo de
Pesquisa em Zumbido da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de
São Paulo) com 20 pacientes mostrou que aqueles que fizeram sessões
de estimulação por cinco dias consecutivos melhoraram mais do que os
que não passaram pelo tratamento.

8. HIPNOSE
Técnica crescente em outras partes do mundo, consiste em sugerir ao
paciente que se encontra em um estado específico de relaxamento que
não perceba mais o zumbido. Como as pesquisas ainda são realizadas
com poucas pessoas, faltam comprovações científicas de que seja uma
terapia eficiente.

----------------------------------------------------------
[!] TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS
O ZUMBIDO pode vir associado a DEPRESSÃO e ANSIEDADE. Nesse caso, é
preciso ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO, para que o paciente tenha
condições de APROVEITAR MELHOR o tratamento contra os ruídos.
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Por quê?

Uma das tendências entre especialistas é separar o zumbido por
subgrupos, com base em suas causas. Há casos que são uma mistura de
vários grupos. Saber o que leva aos ruídos é o primeiro passo para
diminuir o incômodo

>> Origem metabólica
Causado principalmente por erro alimentar, como o abuso de alimentos
ricos em cafeína (refrigerantes, café, chá preto), chocolates, outros
doces e alimentos gordurosos

>> Com audiometria normal
Cerca de 10% das pessoas com zumbido não têm problemas auditivos e
fazem parte desse grupo. Os ruídos podem ser causados por distúrbios
da coluna cervical, problemas odontológicos ou emocionais (ansiedade,
depressão, estresse etc.)

>> Com perdas auditivas severas ou surdez
A perda de audição faz com que se escute mais um zumbido antes
inaudível

>> Pela exposição a ruídos
Poluição sonora no trabalho, no trânsito ou durante o lazer, uso
excessivo de fones de ouvido com volume elevado. A lesão que leva ao
zumbido depende de três fatores: o volume do barulho, o tempo de
exposição e a sensibilidade individual

>> Zumbidos pulsantes
O som é parecido com um coração batendo dentro do ouvido. Nesse caso,
o problema não é no ouvido, mas sim nos vasos sangüíneos que passam
pela região

>> Doenças da orelha média
Perfuração no tímpano e otosclerose (doença no estribo, que pode
prejudicar a audição e causar zumbido)

>> Problemas somatossensoriais
Causado por problemas musculares, principalmente na região da cabeça
e do pescoço

Fonte: Folha de S.Paulo - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq1408200806.htm

Zumbido - Grupos de Apoio

O zumbido é uma das consequências da Poluição Auditiva...

Grupos de apoio a pessoas com zumbido:

BRASÍLIA
Quando: 1ª quarta-feira do mês
Horário: 17h
Onde: Auditório Central do Hospital Universitário (av. L2 Norte SGAN
605)
Tel.: 0/xx/61/3448-5394

CAMPINAS
Quando: 3ª segunda-feira do mês
Horário: 17h
Onde: Sociedade de Medicina e Cirurgia (r. Delfino Cintra, 63)
Tel.: 0/xx/19/3252-4241

CURITIBA
Quando: 1ª sexta-feira do mês
Horário: 14h
Onde: Anfiteatro Otorrino do Hospital das Clínicas (r. General
Carneiro, 181)
Tel.: 0/xx/41/3225-1665

RIO DE JANEIRO
Quando: 1ª quinta-feira do mês
Horário: 15h30
Onde: Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (r. Prof.
Rodolpho Paulo Rocco, 255, 12º andar)
Tel.: 0/xx/21/9578-4590

SALVADOR
Quando: 1ª terça-feira do mês
Horário: 15h30
Onde: Hospital das Clínicas (r. Augusto Viana, s/nº)
Tel.: 0/xx/71/3339-6317

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
Quando: 2ª terça-feira do mês
Horário: 17h
Onde: Hospital de Base (av. Brigadeiro Faria Lima, 5.544)
Tel.: 0/xx/17/3201-5747

SÃO PAULO
Quando: 1ª segunda-feira do mês
Horário: 16h
Onde: Anfiteatro da disciplina de otorrinolaringologia do HC da USP
(av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255)
Tel.: 0/xx/11/3068-9855

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Angola - Médicos pedem celeridade na aprovação da lei contra poluição

O director científico e pedagógico do Hospital Josina Machel, Matuba
Filipe, apelou ontem, em Luanda, a uma maior aceleração da legislação
sobre prevenção do ruído em Angola.
O médico, que dissertava durante uma acção de formação sobre os
perigos do ruído na pessoa humana, garantiu que colegas
especializados na área estão prontos a transmitir os conhecimentos
científicos e médicos para uma melhor compreensão do perigo que o
país vive em relação ao ruído (poluição sonora).
"Queremos transmitir os conhecimentos que temos sobre o ruído, como
uma forma de acelerar a legislação sobre a prevenção deste mal no
país", sublinhou.
O encontro, que teve lugar no auditório do Hospital Josina Machel,
visou informar os agentes da Polícia Nacional e motoristas de
ambulância sobre os perigos que o ruído provoca às pessoas.
Matuba Filipe disse ainda que o envolvimento dos agentes da Polícia
Nacional na prevenção do ruído vai dar um grande um contributo à
resolução do problema.
"Se nós não cuidarmos do nosso ambiente, vamos ter problemas sérios.
Daí a necessidade das autoridades de direito tomarem medidas severas
sobre o ruído", declarou.
Segundo ainda o médico, o ruído tem efeitos psicológicos que causam
insónia, agressividade, irritabilidade, baixa capacidade de traba-
lho, bem como de rendimento escolar. O ruído contínuo, causa também
aumento do ritmo cardíaco (taquicardia) e perda auditiva temporária
ou permanente.
Matuba Filipe sublinhou que "o ruído constitui um risco desnecessário
que pode tornar-se num assassino surdo de muitos angolanos, através
de doenças, como a hipertensão e outras.
"Actualmente eles são bastante ignorados pelas pessoas, mas eles
(ruídos) estão patentes no meio ambiente, nos lares e nas
instituições laborais, de várias formas", explicou.
Em instituições como aeroportos, oficinas, fábricas minerais,
discotecas e outras, o ruído profissional constitui um problema sério
de saúde, disse o professor.
Eugénio Bernardo (Geny), chefe do Departamento de Prevenção
Rodoviária da Polícia Nacional, disse que o novo Código de Estrada,
com uma certa acuidade, vai tratar de aspectos ligados à poluição
sonora. Só assim vamos trabalhar para prevenir danos à saúde humana.
Na ocasião, o intendente Geny apelou aos seus parceiros sociais,
instituições e à sociedade em geral para uma maior colaboração no
combate ao ruído. "Vamos trabalhar no sentido de combater este mal
que a todos afecta", disse.

http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=90212&Seccao=geral

segunda-feira, 11 de agosto de 2008



Fonte: http://www.apambiente.pt/politicasambiente/Ruido/SomRuidoIncomodidade/Paginas/default.aspx

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

GPS Carioca

Eu sou o seu novo GPS, adaptado para o jeito particular de se dirigir na Cidade Maravilhosa, e vou levá-lo com todo conforto e sagacidade até o seu destino.
Não afivele o cinto. É incômodo, aperta o peito. Jogue-o por cima. Evita amassar a camisa e já basta para atender às exigências dos guardas. A propósito, tenha sempre R$ 50 caso algum se mostre mais preso às letras da lei — e fique à vontade para se entender com ele. Eu não ouço, só falo. A 212 metros vire à esquerda.
Antes diga comigo: “Seja o que deus quiser”, “Último lá é mulher do padre” e “Segura, peão”. Acaricie com fé o escapulário preso no espelho retrovisor, peça a proteção a São Cristóvão, e o resto eu agarantio. Nossa empresa tem tradição de 30 anos na Suíça, mas leva em consideração os hábitos de cada um no trânsito de seu país. Para cada povo, um GPS novo. Sem essa de manter distância do carro da frente se estamos no Brasil, entre os melhores pilotos de Fórmula 1 do mundo.
Acelere. A 424 metros o engarrafamento das 17h. Avance pelo acostamento. Os pardais daqui estão fora do ar desde a semana passada por falta de verba para o conserto. O GPS veio para acabar com os seus problemas e evitar que, ao tentar chegar na Rio-São Paulo, você dobre à esquerda quando deveria ir em frente e acabe sendo julgado pelo tribunal do tráfico da favela de Lucas. Na próxima esquina, parada para comprar amendoim com o ambulante de terno e gravata. Abra o vidro apenas o suficiente para passar o dinheiro, mas seja educado e aplique as regras da convivência carioca com um “valeu, brô”. Saia cantando o pneu que o gente fina gosta e vai responder com um grito de “oooiiiiii”. A 113 metros, entrada do Túnel Rebouças. Pé em Deus, fé na tábua. Guarda no esquema. As placas de limite de velocidade passam de 40km para 90km em poucos metros, não há santa alma que consiga medir o ponto certo. Esses caras são uns incompetentes. Use ao seu jeito. Qualquer problema, nossa empresa tem despachantes que quebram o galho no Detran. A 59 metros, Kombi lerda. Corte para a direita e depois para a esquerda que, mais adiante, a saída para a Jardim Botânico está sempre engarrafada.
Cuidado. Radar funcionando. Manere.
Dê meia dúzia de buzinadas, no ritmo daquele riff de circo que anunciava o Carequinha, para saudar, no Fiat vermelho passando ao lado, aquele amigão que você não vê desde o colégio.
Abaixe o vidro. Grite “fala maluco!”. Dê mais duas buzinadas como se dissesse “byebye”, e vá em frente. A velocidade é a da sua paciência no momento. Consulte-se. A 226 metros, Praia de Botafogo. Ignore as pessoas que atravessam. Mete bronca sobre esses pedestres para eles aprenderem a usar a passagem subterrânea. É tudo gente que não freqüenta escola, acha que pode tudo e desrespeita os motoristas que pagam impostos. Onde já se viu?! Na Avenida Brasil, faça o mesmo quando perceber um desses pedestres abusados atravessando embaixo da passarela. O governo gasta os tubos e eles não aproveitam.
Faça sua parte. Eduque-os. Acelere em cima para ver se eles aprendem. É seu direito. Estacione a 107 metros. Se estiver muito calor, uma lei estadual permite o livre estacionar em qualquer lugar, baseada na constatação científica da desorientação dos sentidos sob o sol dos trópicos. Empurre um pouco para frente e depois um pouco para trás os carros que escondem uma vaga ótima no estacionamento.
Não se importe em dar uma amassadinha neles.
O flanelinha atochou carro onde não havia espaço nem para uma sardinha e foi embora.
Problema dele. A 39 metros, subida do Dona Marta. Se ouvir um pipocar estranho, se jogue embaixo da poltrona. É tiro, AR-15, e nem a blindagem do carro segura. Bote a seta para a esquerda e caia para a direita, desorientando os bandidos. A 134 metros, um carro está trafegando com a porta mal fechada.
Acelere, buzine, pisque o farol, faça o impossível para avisá-lo do perigo e mostrar a sua generosidade com o próximo. É uma das manifestações mais radicais do gente boa carioca no trânsito. Em seguida, dê uma cortada pro cara deixar de ser vacilão. Ligue o iPod bem alto num pagode para não ouvir esses guardas apitando inutilidades. O GPS ajuda, mas trânsito é feeling. Você está na margem esquerda da Avenida Nossa Senhora de Copacabana e precisa pegar a primeira transversal à direita para seguir até a Atlântica rumo ao Centro. Aproveite o sinal fechado e cruze a pista sobre a faixa dos pedestres, como se fosse um deles. Devagarzinho para ficar dentro da lei. Não se impressione com as pessoas que te olham feio, devem ser turistas, e não conhecem os hábitos locais. Quando voltarem para seus países, vão contar do dia em que viram um carro atravessando a faixa dos pedestres e suspirarão saudosos com um sorrisinho de “esses cariocas têm um jeito todo próprio de existir”. Vibre o sucesso da operação.
Buzine duas vezes como dissesse “valeu, pessoal”. Desça a Siqueira Campos, entre a primeira à direita, na Domingos Ferreira. Você errou o caminho. Mantenha a calma. Suba a calçada e retorne. Trânsito é acordo de cavalheiros e eles sabem que isso é do jogo. Buzine como se dissesse “Foi mal”. A língua da buzina é internacional, todos entendem. Este Hino do Flamengo tocando é o celular. Atenda sem problema. Próximo guarda de trânsito só no Méier. Corte o ônibus escolar a 43 metros pela direita, ultrapasse sem vacilar o próximo sinal que é dos malabaristas-assaltantes noticiados ontem no jornal e que continuam agindo.
Você está respaldado pelo parágrafo aprovado ontem, em caráter de urgência urgentíssima, e que legisla sobre a prioridade de sobrevivência do motorista carioca. “Primeiro o meu”, diz a nova lei. Acelere o que a sua experiência julgar necessária para enfrentar a situação. Não pare. Se você for respeitar todos os sinais, aí mesmo é que ninguém anda nessa terra. A um quarteirão de casa, comece a buzinar para a patroa saber que você chegou e tratar de esquentar o bife. O GPS-amigo agradece se o doutor deixar o da cervejinha.

Fonte: Segundo Caderno de O Globo

Ituporanga - Santa Catarina: Poluição sonora nas eleições

Carros de som rodando por toda a cidade e tocando jingles de
candidatos sem parar, e a todo volume, alto-falantes zunindo palavras
de ordem... Aquele barulho rotineiro, e que incomoda muita gente
durante as campanhas eleitorais, principalmente nas cidades de menor
porte, não fará parte da vida dos moradores em Ituporanga na eleição
de 2008.

A medida faz parte de acordo para não-utilização de sistema de som de
rua, firmado entre as coligações que disputam a prefeitura do
município, e homologado no cartório da 39ª Zona, e assinado no dia 9
de julho. As coligações "Amor por Ituporanga" (PMDB e
DEM), "Trabalhando para Todos" (PSDB, PPS e PR) e "Um Tempo Novo com
a Força do Povo" (PP, PT, PV, PTB e PRB) acordaram que todos os seus
candidatos, sejam da chapa majoritária ou a vereador, não usarão o
sistema de som de rua.

As partes fixaram também uma cláusula de multa, no valor de 10 mil
reais, a quem descumprir o acordo, a ser recolhida pela Justiça
Eleitoral. O município de Ituporanga possui 19.492 habitantes que, no
pleito municipal deste ano, não precisarão passar pelo estresse
sonoro, tão usual nas eleições.


http://www.adjorisc.com.br/jornais/obarrigaverde/noticias/index.phtml?id_conteudo=149618&id_secao=1

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Pacto pelo Silêncio

Não será permitida a pintura de nomes de candidatos em muros; a
propaganda em carros de som está proibida e a distribuição
de `santinhos' foi limitada

Trecho da BR-376 em Sarandi: entrega de 'santinhos' em sinaleiros e
no trânsito está proibida

Os moradores de Sarandi viverão neste ano a campanha eleitoral mais
limpa da história do município. Limpa em pelo menos dois sentidos: os
candidatos não poluirão a cidade com as propagandas e a Justiça
Eleitoral vai agir com dureza contra todos os tipos de abuso ou
tentativas de enganar o eleitor.

Os quatro candidatos que disputam o direito de governar o município
nos próximos quatro anos, assim como as coligações - o que compromete
também os candidatos a vereador - firmaram um pacto que pretende
coibir a poluição visual e sonora, propondo que não seja feita
propaganda sonora móvel em qualquer ponto do município.

Também a panfletagem com os chamados "santinhos" não poderá acontecer
no trânsito ou nos semáforos, assim como não será colocada propaganda
fixa ou móvel no ponto mais movimentado da cidade - o cruzamento das
avenidas Colombo (BR-376) e Londrina, que une os setores norte e sul
da cidade.

O acordo foi firmado na presença do juiz eleitoral da 206ª Zona
Eleitoral, Loril Leocádio Bueno Júnior, do representante do
Ministério Público, promotor Alexandre Misael de Souza, e do prefeito
Cido Spada (PT).

Os próprios candidatos apresentaram sugestões para melhorar o acordo
e ficou definido que quem desobedecer sofrerá punições impostas pela
Justiça, inclusive multa.

Como todos os candidatos a prefeito já têm experiência em eleição e
conhecem boa parte do eleitorado, a campanha sem exagero de panfletos
e carros de som vai permitir um contato maior entre o candidato e o
povo, argumentou o juiz eleitoral.

Para o candidato Mílton Martini (PP), "será uma forma de se fazer uma
campanha diferente, que será bom para todos os candidatos, para o
povo e para a cidade", disse.

"Sem poluição visual e sonora, os candidatos poderão mostrar que são
criativos", avalia.

O advogado Claudinei Codonho, que é candidato pelo PV, foi um dos
idealizadores da campanha limpa e diz que essa será uma oportunidade
de os candidatos demonstrarem amor à cidade e respeito ao público.

Opinião semelhante tem Walter Volpato, do PSDB, que acredita que, ao
não poluir, o candidato dará uma demonstração de que pretende ser
responsável com a cidade.

Claudionei Quirino (PT) analisa que a decisão é importante e avalia
que o partido está acostumado a trabalhar em contato direto com o
eleitor.

Alto Falantes

Carta enviada para o Diario de Guarulhos (SP), onde a redação do jornal
deu uma boa sugestão:

"Começou novamente o circo pelas ruas da nossa cidade. Politicos
utilizam carros de som para fazer campanha e nós eleitores é que temos
que conviver com essa poluição sonora. Convido os moradores de
Guarulhos para fazer um abaixo-assinado para que esse tipo de
propaganda seja proibido. O volume do som é suficiente para perturbar
nossas mentes e nos irritar em qualquer lugar que estejamos. Inclusive
esse tipo de barulho atrapalha tanto a concentração dos motoristas no
trânsito quanto falar ao celular.
E celular é proibido, porque essa poluição sonora não é?"

N.R: A legislação eleitoral permite os alto-falantes. A melhor forma
de protestar é não votar em candidatos que usam esse tipo de
propaganda. Abaixo-assinado não resolve.

domingo, 13 de julho de 2008

Novo sistema que reduz ruídos automotivos!

Uma pesquisa feita pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da
USP em parceria com a Universidade Católica de Leuven (KUL) da
Bélgica resultou em um sistema que reduz em até 30% os ruídos
automotivos.

Pensando em propor ferramentas de projeto e desenvolvimento de
sistemas de controle de ruído para automóveis, Leopoldo Pisanelli
Rodrigues de Oliveira, pesquisador do Laboratório de Dinâmica
(LabDin) da EESC, realizou experimentos com dispositivos de controle
em um modelo de veículo não funcional. O modelo foi excitado com som
de um motor em diversas condições de operação, e as avaliações
indicaram que os dispositivos usados diminuíram em quase um terço os
sons percebidos pelos ocupantes.

Efeitos colaterais

O sistema de controle utilizado pode ser adaptado pela indústria,
ainda que requeira um esforço de diversas áreas para torná-lo uma
aplicação comercial, principalmente no que se refere ao tamanho dos
atuadores e amplificadores e ao seu consumo de energia. "Contudo, se
os resultados até agora promissores se confirmarem em aplicações mais
complexas, e com a constante demanda por redução de ruído, talvez
este se torne no futuro um item comum em veículos", prevê o
engenheiro.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) identifica um considerável
número de efeitos colaterais à saúde causados pela exposição ao
ruído, que podem ser de ordem psíquica (tensão psico-fisiológica,
irritabilidade, distúrbio do sono, perda da produtividade ou
dificuldade no aprendizado em crianças) ou física (insônia,
hipertensão arterial e deficiência auditiva).

O experimento

O ruído é transmitido do compartimento do motor para dentro do
veículo não-funcional (mock-up) por meio do painel metálico na
carroceria do automóvel (parede-corta-fogo). Então, um sistema de
controle ativo é instalado na parede-corta-fogo para reduzir a
transmissão de ruído para o interior.

A principal diferença entre controle ativo e passivo é que no
controle ativo se subentende o uso de atuadores capazes de introduzir
energia no sistema, como é o caso dos alto-falantes. Enquanto isso,
no controle passivo se utilizam elementos como espumas, por exemplo.

"A necessidade do uso de controle ativo surge pela impossibilidade de
se tratar a redução de ruído em baixas freqüências com absorvedores
passivos e da flexibilidade conferida pelo uso de estratégias de
controle ativo", explica o cientista. "Mas há que se ressaltar que,
quando se fala em qualidade sonora, nem sempre a redução do ruído é o
objetivo final; às vezes é preciso combinar redução de ruído em
algumas situações com o aumento em outras", acrescenta.

Testes

Os testes descritos foram feitos na Bélgica, nos laboratórios de uma
empresa que desenvolve software e equipamentos de simulação e medidas
de ruído e vibração. Os resultados da pesquisa foram expostos na tese
de doutorado do engenheiro, defendida em 2007 na EESC, Controle ativo
de ruído em veículos e seu impacto na qualidade sonora.

"Realizei a pesquisa num programa bilateral com a KUL. Lá encontrei
não somente receptividade, mas a necessidade de alguém que pudesse
trabalhar nesta linha de pesquisa, no contexto de um projeto europeu
do qual a universidade e fabricantes como Renault, Volkswagen e
Airbus fazem parte", conta Pisanelli.

Gastos em saúde

Ocupantes do veículo são expostos a longos períodos de ruído e
vibração, ocasionando os problemas de saúde relatados. Além disso, em
pesquisas de opinião com a população em geral, a poluição sonora é
apontada como problema com a mesma freqüência que o aquecimento
global.

A comunidade européia, por exemplo, vem aumentando o foco de suas
legislações na redução de ruído, como relata o pesquisador: "Um
relatório indica que 80 milhões de pessoas naqueles países vivem em
regiões onde o nível de ruído é considerado inaceitável e 170 milhões
onde o ruído pode causar sério desconforto. E as estimativas apontam
para um gasto anual com problemas de saúde relacionados ao ruído
nestes locais na margem dos € 12 bilhões/ano."

Fonte:
http://www.webmotors.com.br/wmpublicador/yahooNoticiaConteudo.vxlpub?hnid=39887

Da série "Vamos Mudar o Mundo"..

Excesso de ruídos pode provocar surdez ou outros danos irreversíveis:

http://www.youtube.com/watch?v=7LcnaDRUFhk

"A buzina empurra o medidor (decibelímetro) para cima!"

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Mulher é presa acusada de poluição sonora em Rondônia

Fonte: http://www.rondoniagora.com/web/ra/noticias.asp?data=3/6/2008&cod=18572

Acusada de poluição sonora, Mara Núbia Bernardes, 24 anos, foi presa em flagrante aos 45 minutos da madrugada desta terça-feira. Ela é dona de um estabelecimento comercial nas confluências das Ruas Salgado Filho e Alexandre Guimarães, bairro Mato Grosso, área central de Porto Velho, onde recebeu voz de prisão.
De acordo com a polícia, Núbia utilizava o som em alto volume, o que levou alguém a denunciá-la anonimamente. Policiais do Batalhão Ambiental foram averiguar e constataram que o som estaria acima do limite permitido.
Além de prender a proprietária do estabelecimento, os policiais também apreenderam o equipamento de som, uma "vitrola musical" grande, que foi apresentada na Delegacia Central. É o que informa a ocorrência nº 4329/2008. Núbia prestou declarações e foi liberada após lavratura de Termo Circunstanciado (TC).

MP cobra fiscalização contra poluição sonora em Alagoas

O Ministério Público de Alagoas realizou, hoje à tarde, uma reunião com o novo superintendente da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), coronel PM Jorge Coutinho, para discutir o aumento da fiscalização contra a poluição sonora no trânsito de Maceió. A reunião, convocada pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, foi motivada pelas constantes reclamações de moradores de vários pontos da cidade, incomodados com a poluição sonora produzida por veículos que utilizam equipamento de som de alta potência. "Apesar do coronel ter assumido a chefia da SMTT esta semana, nós o convocamos para essa reunião, com o objetivo de dar seqüência ao trabalho que vinha sendo desenvolvido pelo superintendente anterior, Ivã Vilela, no combate à poluição sonora em Maceió", justificou a promotora Dalva Tenório. "Por isso, atendendo à solicitação do próprio coronel, que pediu um tempo para tomar conhecimento da situação, foi concedido um prazo de 30 dias, para que a SMTT apresente um plano de fiscalização, que pode ser executada com a ajuda do Batalhão do Trânsito (BPTran) e com os fiscais da Secretária Municipal de Meio Ambiente", destacou a promotora. O coronel Coutinho disse que tem a maior boa vontade de entrar nessa luta, mas precisaria desse tempo para poder implementar políticas públicas fiscalizadoras no sentido de coibir a poluição sonora provocada por veículos automotores.

http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vEditoria=Macei%F3&vCod=47829