Apresentação

Gerar, disseminar e debater informações sobre RUÍDO URBANO, sob enfoque de Saúde Pública, é o objetivo principal deste Blog produzido no Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde - LabConsS da FF/UFRJ, com apoio e monitoramento técnico dos bolsistas e egressos do Grupo PET-Programa de Educação Tutorial da SESu/MEC.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Buzina é válvula de escape

O trânsito está parado, não dá para ir pra frente nem pra trás, mas alguém acha que tacar a mão na buzina pode adiantar alguma coisa. "É doidice, né!? Problema em casa. Não vai resolver nada, só piora pros outros e pra ele mesmo", diz o cobrador Célio Barreto, 20. Pelo Código Brasileiro de Trânsito, só é permitido buzinar como alerta, um toquezinho de leve. Nunca uma buzina prolongada. Entre 22 e 6 horas ela é proibida. O uso incorreto configura infração leve com multa de R$ 53 e três pontos na carteira. Mas a buzina virou válvula de escape para o estresse. Uma forma de ofender sem xingar.


"Faltam elementos para uma conduta ética no espaço público. Valores como tolerância, respeito, solidariedade e amizade. Ninguém gosta de fila, nem por isso vai sair empurrando todo mundo que está na frente. Preciso saber me comportar em situações adversas", diz Scheyla Fontenele, chefe da divisão de educação para cidadania no trânsito da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC). "A frota de carros continua aumentando, o estresse também vai crescer. E aí!?", questiona Scheyla. José de Ribamar Silva mora há pouco tempo em Fortaleza e sofre com as buzinas.

"Às 3 horas da madrugada, ninguém mais consegue dormir com os motoristas pedindo a abertura da garagem ou buzinando menos de um segundo depois da abertura do semáforo. É um verdadeiro inferno!", descreve. Para minimizar os barulhos na vizinhança, um condomínio do Edson Queiroz adotou o uso de controles para abrir a garagem. "É uma questão de respeito aos outros moradores. As pessoas só dizem que não incomoda quando são elas que estão buzinando", diz a síndica Yara Macedo. Scheyla acredita em dois caminhos para educar o motorista. A coerção através de multas e a educação moral nas escolas. "Não é importante aprender só matemática e português, falta formação moral e ética", diz.

Fonte: http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/815251.html

Um comentário:

Keila disse...

o que ainda nao entendi é o porque desta e outras leis semelhantes. nao se pode ignorar que esta é uma forma de trabalho e desde que nao prejudique ninguém é digna. Podemos ignorar o fato ou concordar com a mendicância? o que a população pode fazer????? Vamos aceitar que mais pessoas fiquem em situações de crise financeira? Por que? pra que? Há algum motivo realmente racional????
obs.:só pra lembrar, se estão vendendo é pq tem gente comprando...