Apresentação

Gerar, disseminar e debater informações sobre RUÍDO URBANO, sob enfoque de Saúde Pública, é o objetivo principal deste Blog produzido no Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde - LabConsS da FF/UFRJ, com apoio e monitoramento técnico dos bolsistas e egressos do Grupo PET-Programa de Educação Tutorial da SESu/MEC.

domingo, 24 de agosto de 2008

Zumbido - Prevenção, Tratamento, Etiologia

Prevenção:
Apesar de não ser possível garantir que o zumbido não vá aparecer, dá
para prevenir algumas das causas. Evite se expor a sons muito altos,
especialmente do MP3. "Usado por muito tempo e com volume muito alto,
está virando uma forma de poluição sonora forte", alerta Tanit Gunz
Sanchez.

Também não exagere no consumo de açúcar, gorduras e cafeína e
controle o estresse. Foi o que desencadeou a "panela de pressão" da
estudante Karine Rocha dos Santos, 22. "Também percebi que o zumbido
piora quando estou sob pressão e estressada", conta. Na época de
provas, ela precisa relaxar um pouco durante os estudos. "Pelo menos
a faculdade que curso, educação artística, ajuda a canalizar minha
agitação", diz.

Tratamentos:
Cuidar da causa do zumbido é primordial, mas pode ser necessário um
tratamento específico para o distúrbio. O paciente deve decidir com o
médico qual a melhor forma de tratá-lo, ponderando resultados
previstos e tempo de tratamento.

1. MEDICAMENTOS
Como existem diversos medicamentos, o tratamento deve ser
individualizado -dois pacientes com problemas parecidos podem reagir
de forma completamente diferente ao mesmo remédio.
De acordo com Tanit Gunz Sanchez, do HC, a chance de melhora é de
50%. "As pessoas odeiam ouvir isso, mas viemos de uma época em que
não se acreditava que houvesse cura", afirma. E enfatiza que remédios
ajudam, mas é essencial tratar a causa do zumbido.

2. ALIMENTAÇÃO
Quem tem zumbido pode ter de reduzir o consumo de cafeína, açúcar e
gorduras -compostos reconhecidamente ligados a esse problema. As
células da cóclea (região do labirinto responsável pela audição)
dependem do oxigênio que chega por meio do sangue. O excesso dessas
substâncias no sangue pode dificultar a irrigação da cóclea e
desencadear o mau funcionamento e até a morte das células auditivas.
Uma análise detalhada dos hábitos do paciente indica se a mudança
alimentar se justifica.

3. TRT (terapia de retreinamento de zumbido, na sigla em inglês)
A técnica consiste em duas etapas. Na primeira, o paciente recebe
orientação e tira suas dúvidas sobre o distúrbio. Na segunda, passa
por um "enriquecimento sonoro".
Como o ruído interno é muito mais percebido em locais silenciosos, a
saída é manter no ambiente sons constantes. Em casos mais sérios, é
possível usar um gerador de som -similar ao aparelho auditivo, que
emite um chiado bem baixo. "O primeiro passo é a menor reação ao
zumbido. O segundo é a pessoa ficar cada vez mais tempo sem percebê-
lo", diz a fonoaudióloga Keila Knobel. O tratamento é longo: pode
levar de 18 a 24 meses para trazer o efeito desejado.

4. ESTIMULAÇÃO SONORA
Outra forma de estimulação é o mascaramento: troca-se o barulho do
zumbido por um som mais alto. O "novo" ruído pode ser um rádio ligado
ou um mascarador, uma espécie de aparelho auditivo que emite um
chiado constante. No entanto, se o paciente deixa de aplicar a
técnica, o som volta. Deficientes auditivos podem usar aparelhos ou
implante coclear, que estimula o nervo auditivo. Geralmente, quando
voltam a ouvir outros sons, não percebem mais o zumbido e se sentem
melhor.

5. FISIOTERAPIA
Uma constatação recente pode contribuir para solucionar problemas em
pacientes que também sofrem de dor miofascial (associada a "pontos-
gatilho", que, quando apalpados, doem ou irradiam dor para outras
áreas do corpo). Quando presentes na região da cabeça, pescoço ou
ombros, esses pontos podem ter relação com o zumbido.
Para sua tese de mestrado, publicada na "Arquivos Internacionais de
Otorrinolaringologia", a fisioterapeuta Carina Bezerra Rocha avaliou
a presença de "pontos-gatilho" em 188 pacientes, metade deles com
zumbido, e verificou que pessoas com zumbido têm quatro vezes mais
chances de também ter "pontos-gatilho". "Quanto mais próximo os
pontos estão da cabeça, mais chances de haver relação com o zumbido."
Há um ano, ela trata 15 pacientes no Ambulatório de Zumbido do
Hospital das Clínicas de São Paulo. Desses, 14 já relataram melhora -
três disseram que o som desapareceu totalmente. Ela aconselha que
pacientes com dor na cabeça, no pescoço ou nos ombros a relatem ao
otorrino, para que sejam avaliados por um fisiatra e, se for o caso,
tratados por um fisioterapeuta.

6. ACUPUNTURA
Para o otorrinolaringologista Ektor Tsuneo Onishi, que estuda o
efeito da acupuntura no tratamento do zumbido e coordena o
Ambulatório de Zumbido do Departamento de Otorrinolaringologia e
Cirurgia da Cabeça e Pescoço da Unifesp (Universidade Federal de São
Paulo), a técnica ajuda a diminuir o incômodo que o ruído gera. Ele
publicou na "Revista Brasileira de Otorrinolaringologia" um estudo
com pontos de acupuntura na cabeça, em 76 pacientes. "Provamos que um
ponto específico do ouvido pode melhorar o zumbido, diminuindo a
intensidade ou o incômodo." De acordo com ele, ainda não estão claros
os mecanismos que levam à melhora, mas notou-se que, depois da
acupuntura, algumas vias envolvidas na audição começam a funcionar de
forma diferente.

7. ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA
Ainda em pesquisa em diversos países, a técnica não está disponível
para tratar zumbido -é usada contra a depressão. Por meio de pulsos
magnéticos sobre o crânio, gera-se uma corrente elétrica que pode
alterar a atividade das células nervosas e desacelerar a parte
auditiva, reduzindo o zumbido. Um trabalho realizado pelo Grupo de
Pesquisa em Zumbido da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de
São Paulo) com 20 pacientes mostrou que aqueles que fizeram sessões
de estimulação por cinco dias consecutivos melhoraram mais do que os
que não passaram pelo tratamento.

8. HIPNOSE
Técnica crescente em outras partes do mundo, consiste em sugerir ao
paciente que se encontra em um estado específico de relaxamento que
não perceba mais o zumbido. Como as pesquisas ainda são realizadas
com poucas pessoas, faltam comprovações científicas de que seja uma
terapia eficiente.

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[!] TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS
O ZUMBIDO pode vir associado a DEPRESSÃO e ANSIEDADE. Nesse caso, é
preciso ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO, para que o paciente tenha
condições de APROVEITAR MELHOR o tratamento contra os ruídos.
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Por quê?

Uma das tendências entre especialistas é separar o zumbido por
subgrupos, com base em suas causas. Há casos que são uma mistura de
vários grupos. Saber o que leva aos ruídos é o primeiro passo para
diminuir o incômodo

>> Origem metabólica
Causado principalmente por erro alimentar, como o abuso de alimentos
ricos em cafeína (refrigerantes, café, chá preto), chocolates, outros
doces e alimentos gordurosos

>> Com audiometria normal
Cerca de 10% das pessoas com zumbido não têm problemas auditivos e
fazem parte desse grupo. Os ruídos podem ser causados por distúrbios
da coluna cervical, problemas odontológicos ou emocionais (ansiedade,
depressão, estresse etc.)

>> Com perdas auditivas severas ou surdez
A perda de audição faz com que se escute mais um zumbido antes
inaudível

>> Pela exposição a ruídos
Poluição sonora no trabalho, no trânsito ou durante o lazer, uso
excessivo de fones de ouvido com volume elevado. A lesão que leva ao
zumbido depende de três fatores: o volume do barulho, o tempo de
exposição e a sensibilidade individual

>> Zumbidos pulsantes
O som é parecido com um coração batendo dentro do ouvido. Nesse caso,
o problema não é no ouvido, mas sim nos vasos sangüíneos que passam
pela região

>> Doenças da orelha média
Perfuração no tímpano e otosclerose (doença no estribo, que pode
prejudicar a audição e causar zumbido)

>> Problemas somatossensoriais
Causado por problemas musculares, principalmente na região da cabeça
e do pescoço

Fonte: Folha de S.Paulo - http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq1408200806.htm

5 comentários:

fernando disse...

Meu zumbido são dois tipos: um que quando eu escuto um som agudo ,um pouco alto ele chia, e outro ele não para as vezes aumenta e as vezes abaixa quando eu escuto tv ele aumenta ,quando eu esqueço que ele existe ele pára ,mas fica baixinho.
O zumbido que quando eu escuto um som alto ele chia esse zumbido começou depois que eu estorei uma bomba sem querer na mão , e o que não pára começou um mês atrás nao sei o que é mas incomoda muito .Como descobrirei a causa desses zumbidos . Tenho 13 anos e o zumbido que pára as vezes já tem sete meses eo que não pára tem um mês.

Anônimo disse...

A medicina nao acho cura para o zumbido, pois nao da lucro$$$$, é um absurdo a pessoa sofrer com zumbido sem ter cura, é uma das coisas mais graves que pode acontecer para uma pessoa.

Anônimo disse...

TENHO DOIS TIPO DE ZUMBIDO :
UM XIA OUTRO PARECE QUE ESTAR BATENDO UMA TAMBO SEI LÁ AS VEZE NÃO DÁ NEM PRA DESTINGUI O SOM DO MEU OUVIDO E QUANDO OUÇO SOM ALTO MEU OUVIDO FICA DOLORIDO. MAS O ZUMBIDO NÃO PARA DORMO COM ELE E ACORDO COM ELE AS VEZES FICO ATÉ NERVOSA. O QUE DEVO FAZER, POIS TENHO MEDO DE PERDER A AUDIÇÃO, POIS TEM HORA PARECE QUE TAMPA TUDO.

Anônimo disse...

sou engenheiro, trabalho na indústria a 38 anos, adquiri um zumbido em trabalhos de manutenção de caldeiras em refinarias e plataformas de petróleo, após a manutenção eram realizados testes operacionais para verfificar a atuação das PSVs, o nível de ruído nessas condições é muito alto do tipo impacto. Tentei tratamentos com a Dra Tanit em 2009 com remédios ma snão deu certo.

Anônimo disse...

Nunca tive problemas com a minha audição. Mas no começo da adolescência, percebi que eu tinha dificuldades em compreender a voz das pessoas nas conversas. Por isso, procurei alguma ajuda na internet e achei o software Hearing Guardian no www.biosom.com Sinto que minha sensibilidade auditiva aumenta progressivamente com o uso do software.